Pular para o conteúdo
Nordeste7
Tamanho do texto
100%
Anuncie

Justiça argentina manda preservar imagens da passagem de Flávio Bolsonaro

A procuradora Paloma Ochoa determinou averiguações preliminares antes de decidir se abre inquérito sobre eventual participação do governo de Javier Milei.

Justiça argentina manda preservar imagens da passagem de Flávio Bolsonaro

A Justiça da Argentina ordenou que órgãos federais preservem imagens de câmeras de segurança que podem registrar a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país, a caminho dos Estados Unidos. A medida foi solicitada pela juíza María Eugenia Capuchetti a autoridades migratórias e aduaneiras.

Os registros abrangem o aeroporto de Puerto Iguazú e a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Argentina e Brasil. A intenção é resguardá-los antes de encaminhá-los às autoridades, informou o jornal argentino Clarín.

A Justiça argentina avalia se há elementos para abrir uma investigação sobre eventual participação do governo de Javier Milei na operação. Flávio estava com os passaportes suspensos e, conforme a matéria, descumpriu decisão judicial brasileira. A procuradora Paloma Ochoa determinou averiguações preliminares antes de decidir se haverá inquérito.

A autoridade migratória argentina informou que o senador cruzou a fronteira às 22h50 de terça-feira (27), pela cidade de Misiones, e seguiu para o aeroporto de Puerto Iguazú. Às 23h30, embarcou para o Equador; depois, seguiu para a Flórida, nos Estados Unidos.

Capuchetti também pediu os registros de entrada de Flávio e informações sobre eventual solicitação de cooperação dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Deputados da oposição apresentaram pedidos de investigação contra Milei, o chanceler Pablo Quirino, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, e o assessor presidencial Santiago Caputo, que acompanhou pessoalmente a chegada do senador.

O Brasil convocou nesta sexta-feira (30) a encarregada de negócios da Argentina, Maria Emília Cortés, para prestar esclarecimentos. As relações entre os países estão rebaixadas desde agosto, quando Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e “corrupto”. Os dois países chamaram seus embaixadores para consultas, e eles não retornaram a Brasília e Buenos Aires.