# Juros futuros recuam com eleições em foco

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- Published: 2026-09-08T19:16:01-03:00
- Author: Felip trends

A curva de juros futuros recuou em quase todos os vencimentos nesta terça-feira (
8), destoando dos títulos do Tesouro norte-americano, os **Treasuries**, com o cenário
eleitoral ditando o humor dos investidores.

A taxa do contrato de **Depósito Interfinanceiro** (DI) **para janeiro de 2027**,
de curtíssimo prazo, encerrou a** 13,575%**, de 13,571% do fechamento anterior, **
perto da estabilidade**.

Já a taxa de** DI para janeiro de 2029**, de médio prazo, **encerrou as negociações**
em** 13,815%, **ante 13,885% do fechamento anterior, **recuo de mais de 7 pontos-
base**.

A **DI para janeiro de 2036**, de longo prazo,** cedeu 19,5 pontos-base e terminou
o dia a 14,015%, **ante 14,200% do fechamento da última sexta-feira (6)**.**

Nos EUA, o _yield_ do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária–
operava a 4,400%, ante 4,379% do ajuste anterior, por volta de 18h05 (horário de
Brasília).

Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento
de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,792%, de 4,784% da última
sexta-feira, no mesmo horário.

## O que mexeu com os DIs hoje?

Divulgadas na segunda e nesta terça, respectivamente, as pesquisas Quaest e BTG/
Nexus apontam a mesma tendência dos últimos levantamentos, com o presidente Lula(
PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados em eventual segundo
turno.

Na Quaest, ambos aparecem com 41%. Na Nexus, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
registrou 46%, contra 45% do petista.

O economista-chefe da BGC Liquidez, **Felipe Tavares**, avalia que a reação positiva
do mercado às pesquisas se concentra no embate entre os dois principais oponentes.“
O driver é o mesmo da Bolsa e do dólar: Todo mundo olhando um melhor cenário estrutural
do Brasil”, afirma Tavares, para o qual a realização de reformas possibilitaria 
um alívio mais consistente nas medidas de risco-país.

“Temos visto mais gente do ‘sell side’ mudando o tom sobre o Brasil, ficando mais
animado, e veio fluxo estrangeiro, mas o primeiro fator é o investidor nacional 
acreditando”, acrescenta Tavares, para quem o ambiente de aversão ao risco está 
melhorando, o que se reflete na percepção de instituições financeiras locais e de
fora.

Nesta terça-feira, ao elevar a recomendação de ações do Brasil para compra, o **
Bank of America (BofA)** afirmou que a desaceleração da atividade econômica e da
inflação pode permitir um ciclo de afrouxamento monetário mais profundo.

 * **Leia mais**: Brasil volta a ser compra para o BofA: O que mudou?

O sócio-fundador da Eytse Estratégia, **Sérgio Goldenstein**, destaca que o Tesouro
também vem aproveitando a janela mais favorável o mercado, decorrente da queda do
prêmio de risco com a melhora da perspectiva eleitoral da oposição, para emitir 
mais papéis prefixados e atrelados à inflação.

“A posição técnica do mercado estava mais leve, o que abriu espaço para o aumento
dos lotes ofertados nos leilões, que vêm sendo bem absorvidos”, disse.

## No exterior

Com o avanço do conflito no Oriente Médio, a aversão a risco predominou nor mercados
globais. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram a infraestrutura energética
da Arábia Saudita.

Consequentemente, pela manhã, os preços do petróleo chegaram a operar na faixa dos
US$ 100. Diante da volta dos temores inflacionários, os rendimentos dos títulos 
do Tesouro dos Estados Unidos, os **Treasuries**, voltaram a subir.

_*Com informações de Estadão Conteúdo_
