# Juros futuros avançam com petróleo acima de US$ 101 e subvenção estendida

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- Published: 2026-09-09T19:46:03-03:00
- Author: Felip trends

A curva de juros futuros ganhou força nesta quarta-feira (9), diante da pressão 
do petróleo e do avanço dos títulos do Tesouro norte-americano, os **Treasuries**.
O cenário doméstico também pesou contra.

A taxa do contrato de **Depósito Interfinanceiro** (DI) **para janeiro de 2027**,
de curtíssimo prazo, encerrou a** 13,580%**, de 13,571% do fechamento anterior, 
com **alta de 0,9 ponto-base.**

Já a taxa de** DI para janeiro de 2029**, de médio prazo, **encerrou as negociações**
em** 13,865%, **ante 13,705% do fechamento anterior, **avanço de 16 pontos-base**.

A **DI para janeiro de 2031**,** subiu 19 pontos-base e terminou o dia a 14,095%,**
ante 13,902% do fechamento da última terça-feira (8)**.**

Nos EUA, o _yield_ do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária–
operava a 4,436%, ante 4,427% do ajuste anterior, por volta de 18h05 (horário de
Brasília).

Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento
de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,845%, de 4,837% da última
sexta-feira, no mesmo horário.

## O que mexeu com os DIs hoje?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que diminuiu o PIS/
Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro, e cortou R$ 0,19 por litro do etanol,
zerando toda a tributação do produto. Também assinou uma Medida Provisória que prevê
subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, para que os preços continuem estáveis
nas bombas.

O novo “pacote de bondades” foi divulgado no mesmo dia em que os contratos futuros
de petróleo fecharam com alta de mais de 3%, e o Brent para novembro, que serve 
de referência para a Petrobras, atingiu US$ 101,21 o barril, o maior patamar desde
o fim de julho.

Depois de trocas de ataques entre os dois lados, o presidente dos EUA, Donald Trump,
reforçou nesta tarde que não está buscando um acordo com Teerã, e previu que a guerra
só deve acabar em novembro, reacendendo expectativas de que a commodity energética
seguirá pressionada.

“É uma medida ruim por todos os lados, não só pelo fiscal. A eleição está chegando
e o ‘saco de maldades’ está solto”, afirmou um trader à _Broadcast_, em caráter 
reservado, sobre a redução da cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina. Em sua visão,
ainda há mais medidas como essa que podem vir, às vésperas das eleições.

Nos cálculos de Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos,
a medida deve retirar 0,15 ponto porcentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) deste mês, sendo 0,11 ponto referente à gasolina, e 0,04 ponto ao etanol.
Mesmo sob o aspecto inflacionário, porém, o subsídio teve uma leitura negativa pelo
mercado.

“Melhora a inflação de curto prazo, mas piora a de longo prazo com o impulso gerado”,
observa Eduardo Cohn, gestor de portfólio da Heritage Capital. Sob anonimato, um
estrategista de uma grande tesouraria menciona que a medida gera um risco de rebote
da inflação em 2027, que pode ficar “represada” este ano.

## No exterior

Nos EUA, os retornos dos Treasuries continuaram operando perto das máximas da sessão
ao longo da tarde, impulsionados também pelo valor de recompra de títulos da dívida
pública informado nesta quarta-feira pelo Tesouro. A atuação nos papéis de 10 a 
20 anos, prevista para ocorrer nesta quinta, será de US$ 6 bilhões. Às 17h13, o 
rendimento do título de 10 anos subia de 4,794% a 4,839%.

“Hoje [quarta-feira] o mercado de juros teve uma correção e dinâmica do exterior
amplifica esse movimento”, disse o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano.

_*Com informações de Estadão Conteúdo_
