# Juiz Alvin Hellerstein, que conduzia caso contra Maduro, morre aos 92 anos

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- Published: 2026-10-29T07:45:07-03:00
- Author: Felip trends

Alvin K. Hellerstein, juiz federal dos Estados Unidos responsável pelo processo 
criminal contra Nicolás Maduro, morreu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos. Ele
atuava no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York. A morte foi confirmada por
representantes do Judiciário americano. Em comunicado, a juíza-chefe Laura Taylor
Swain informou que ele morreu pela manhã, junto à família. O funeral está previsto
para quinta-feira (29), em Manhattan.

Nomeado em 1998 pelo então presidente Bill Clinton, Hellerstein era juiz sênior 
desde 2011, função que permite atuar em processos selecionados com carga reduzida.
Ele acompanhava o caso de Maduro desde as acusações originais, apresentadas em março
de 2020, e presidiu as primeiras audiências em Nova York após a captura do venezuelano
por forças americanas, em janeiro de 2026. Cilia Flores também responde no processo.

Maduro e Flores são acusados de crimes relacionados a narcoterrorismo, tráfico de
drogas e armas. Uma acusação ampliada incluiu alegações de tortura. Os dois negam
as acusações. Na audiência inicial, em julho, Maduro não respondeu diretamente se
se declarava culpado ou inocente; Hellerstein determinou que fosse registrada uma
declaração de inocência em nome do réu. O juiz ainda analisava o argumento da defesa
sobre imunidade por Maduro ter sido chefe de Estado. O julgamento estava previsto
para junho de 2027. Segundo informações do tribunal, os processos sob responsabilidade
de Hellerstein serão redistribuídos aleatoriamente a outros magistrados federais.

Entre outros casos de repercussão, Hellerstein rejeitou pedidos de Donald Trump 
para transferir à Justiça federal e anular sua condenação criminal em Nova York 
por falsificação de registros comerciais. O caso envolveu pagamentos à atriz Stormy
Daniels antes da eleição presidencial de 2016. Em agosto, o juiz voltou a negar 
a transferência, entendendo que os atos não eram oficiais da Presidência. Também
autorizou que Michael Cohen, ex-advogado de Trump, cumprisse o restante da pena 
em prisão domiciliar.

Hellerstein atuou por duas décadas em ações civis relacionadas aos ataques de 11
de setembro de 2001, incluindo disputas por indenizações a socorristas e pessoas
expostas a resíduos tóxicos. Em 2010, rejeitou um acordo de pelo menos US$ 575 milhões,
por considerar insuficiente a compensação proposta. O tribunal destacou, em nota,
sua dedicação ao serviço público e sua ética de trabalho.
