O jornalista Paulo Vinícius Coelho, conhecido como PVC, traçou um panorama das principais seleções que despontam como favoritas para a próxima Copa do Mundo.
A análise foi feita durante participação no programa CNN Esportes S/A, no qual o comentarista avaliou desempenho recente, continuidade de projetos e os riscos que cercam algumas das maiores potências do futebol internacional.
Para PVC, a França segue como referência quando o assunto é trabalho de seleção. Mesmo diante de possíveis tensões internas, especialmente envolvendo o protagonismo de Kylian Mbappé, o jornalista considera que o conjunto francês permanece à frente dos concorrentes.
Segundo ele, o atacante exerce influência decisiva dentro de campo, mas sua liderança também gera desafios de convivência no grupo.
Ainda assim, o comentarista destacou que a França conseguiu algo raro no futebol de seleções: manter um projeto sólido ao longo dos anos.
Desde o título mundial de 2018, a equipe comandada por Didier Deschamps passou por um processo de renovação gradual, sem rupturas bruscas. A transição entre gerações, aliada a um elenco numeroso e tecnicamente qualificado, sustenta o favoritismo francês.
Espanha aposta em nova identidade
Ao analisar a Espanha, PVC apontou mudanças claras em relação ao estilo que marcou a seleção em décadas passadas.
O jogo, segundo ele, tornou-se mais direto e vertical, refletindo a influência dos grandes clubes do país. O protagonismo de jovens talentos, como Lamine Yamal, simboliza essa nova fase.
Embora não considere o trabalho espanhol o mais consistente entre as seleções, o jornalista ressaltou a capacidade do time de decidir partidas em momentos-chave.
Para ele, trata-se de uma equipe imprevisível, capaz de desequilibrar confrontos mesmo diante de adversários mais experientes.
Favoritismo relativizado e ceticismo com Portugal
PVC também fez questão de relativizar o peso do favoritismo em Copas do Mundo. Ele lembrou que seleções tradicionais já ficaram pelo caminho em edições recentes, como Alemanha, Itália e a própria Espanha, o que reforça o caráter imprevisível do torneio.
No caso de Portugal, o comentarista foi direto ao afirmar que não consegue enxergar a seleção como campeã mundial.
Apesar de reconhecer a qualidade individual dos jogadores, ele admite uma dificuldade pessoal em projetar o título para os portugueses, mesmo tendo laços familiares com o país.
Para PVC, a globalização do futebol contribuiu para reduzir as distâncias técnicas entre as seleções. Com atletas espalhados pelos principais clubes do mundo, o acesso a métodos de treino, estrutura e alto nível competitivo tornou o cenário mais equilibrado.
Ainda assim, segundo ele, a combinação entre projeto sólido, elenco profundo e gestão eficiente continua sendo decisiva para quem sonha com o título.