A JBS informou nesta segunda-feira (21) que solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o cancelamento voluntário de seu registro de emissora de valores mobiliários na categoria A. O pedido foi apresentado depois que a empresa obteve a anuência de todos os acionistas e dos demais titulares de valores mobiliários emitidos pela companhia.
A efetivação da medida ainda depende da análise da CVM e do cumprimento dos procedimentos e prazos previstos na regulamentação da autarquia. Segundo a JBS, a JBS N.V. continuará como emissora registrada.
Movimentos distintos no grupo
O pedido da JBS ocorreu no mesmo dia em que se tornou público que a J&F S.A., controladora da companhia, solicitou à CVM o registro de companhia aberta na categoria B. As duas iniciativas têm efeitos diferentes no mercado de capitais.
O registro na categoria A permite a emissão de quaisquer valores mobiliários, inclusive ações. Já a categoria B não autoriza a negociação de ações, mas possibilita o acesso ao mercado por meio de instrumentos de dívida, como debêntures.
A solicitação da J&F S.A. faz parte de uma reorganização do conglomerado controlado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista. A empresa deixou de se chamar J&F Investimentos e adotou o nome J&F S.A., com a proposta de deixar de atuar apenas como holding de investimentos.
O processo prevê a incorporação de negócios integralmente controlados pelo grupo, começando pela Âmbar Energia. A JBS permanecerá como uma companhia separada. A J&F também controla a Eldorado Brasil Celulose, a Flora e a Lhg Mining. A estratégia informada é centralizar a gestão financeira e ampliar as fontes de financiamento, mantendo separadas as operações dos diferentes negócios.
