Uma jazida com potencial econômico estimado em quase R$1 trilhão voltou a chamar a atenção do setor de mineração após a divulgação de novos estudos sobre suas reservas. Localizado no Distrito Vicuña, região da Cordilheira dos Andes entre Chile e Argentina, o complexo reúne grandes quantidades de ouro, cobre e prata e ainda passa por avaliações para confirmar a viabilidade de exploração em larga escala.
Embora os números impressionem, especialistas ressaltam que estimativas de reservas não significam que toda a riqueza poderá ser extraída ou transformada em retorno financeiro. Antes da exploração comercial, projetos desse porte precisam passar por estudos geológicos detalhados, análises econômicas, licenciamento ambiental e definição da infraestrutura necessária.
O que se sabe sobre a jazida
Os levantamentos mais recentes apontam que o complexo mineral pode conter cerca de 32,2 milhões de onças de ouro, além de aproximadamente 12,8 milhões de toneladas de cobre e 659 milhões de onças de prata.
A descoberta foi anunciada pelas mineradoras Lundin Mining e BHP, responsáveis pelo projeto Vicuña, que reúne os depósitos Filo del Sol e Josemaria. A atualização dos recursos minerais colocou o empreendimento entre os maiores projetos de cobre, ouro e prata ainda não desenvolvidos no mundo.
Por que o projeto chama tanta atenção
Além do ouro, o cobre é considerado um dos principais atrativos da jazida. O metal é essencial para a fabricação de veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de geração de energia e redes de transmissão elétrica, o que mantém a demanda elevada em diversos países.
A prata também possui ampla utilização na indústria, em painéis solares, componentes eletrônicos e na produção de joias.
Segundo as empresas responsáveis, o objetivo agora é avançar nas etapas de estudos técnicos e econômicos para definir como a exploração poderá ser realizada.
Exploração ainda depende de diversas etapas
Apesar do potencial estimado, a jazida ainda não entrou em operação. Antes do início da mineração, o projeto precisará cumprir exigências regulatórias dos países onde está localizado, além de passar por avaliações ambientais, planejamento logístico e definição dos investimentos necessários.
Por isso, ainda não há previsão para o início da extração comercial nem confirmação do valor que poderá ser efetivamente aproveitado ao longo da vida útil do empreendimento.
