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Jantar com entidades tem material de campanha de Regina Nunes e anúncio de reajuste

Jantar com entidades conveniadas à Prefeitura de São Paulo exibiu material de campanha de Regina Nunes durante anúncio de reajuste nos repasses.

Jantar com entidades tem material de campanha de Regina Nunes e anúncio de reajuste

Um jantar com representantes de entidades de assistência social conveniadas à Prefeitura de São Paulo reuniu material de campanha de Regina Nunes (MDB), mulher do prefeito Ricardo Nunes, e um anúncio de reajuste nos repasses municipais. Regina disputa uma vaga de deputada estadual nas eleições de 2026.

O encontro ocorreu na noite de quinta-feira (17) e foi apresentado no convite como uma reunião para tratar dos “desafios e perspectivas” do setor. No local, porém, havia cartazes e um telão com propaganda de Regina Nunes e de Sidney Cruz (MDB), ex-secretário municipal de Habitação e candidato a deputado federal.

Diante dos participantes, a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Eliana Gomes, anunciou um reajuste de 5,5%. Segundo ela, uma nova portaria deverá formalizar o percentual. Após o jantar, a secretária publicou um vídeo atribuindo a medida à gestão de Ricardo Nunes.

Prefeitura nega vínculo eleitoral

A Prefeitura de São Paulo afirmou que o evento não teve caráter político-eleitoral, negou que o reajuste estivesse condicionado a apoio político e declarou que não autorizou o uso de sua estrutura para campanha. A administração também disse que não houve recursos públicos no pagamento do jantar.

As informações sobre o custeio do encontro são divergentes. Inicialmente, a Prefeitura afirmou que a secretária havia pago as despesas; depois, declarou que cada participante arcou com o próprio consumo. Pessoas presentes disseram não ter feito pagamentos.

O reajuste anunciado supera em 0,5 ponto percentual os 5% já formalizados pela Portaria nº 151 da SMADS, publicada em 8 de setembro. O ato autorizou a aplicação do índice às parcerias vigentes desde julho de 2026 e o pagamento retroativo das diferenças. A efetivação dos 5,5% ainda depende de novo ato administrativo.