A Polícia Federal identificou divergências entre o depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, e documentos reunidos no inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a PF, Mineiro afirmou não saber que os recursos enviados aos Estados Unidos seriam destinados à produção. A corporação, porém, apontou que uma carta-acordo encaminhada à empresa Entre Investimentos mencionava o filme. A defesa do empresário foi notificada para apresentar documentos e esclarecimentos em dez dias.
Mineiro repassou 12,3 milhões de dólares por ordem do banqueiro Daniel Vorcaro. Sobre a origem do primeiro repasse, ele mencionou saque de uma conta no Banco Master, venda de ativos ou recursos próprios. A PF identificou um depósito de uma empresa vinculada a Vorcaro, a Super Empreendimentos.
A corporação também apontou lacunas na documentação e afirmou que pode ser necessária uma nova oitiva do colaborador. As divergências foram um dos motivos para a PF pedir ao ministro André Mendonça, do STF, mais prazo para concluir o inquérito. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, é um dos alvos da investigação.

