# INSS adota nova medida e pode “comer” até 40% do salário de aposentados

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- Published: 2026-05-06T15:00:06-03:00
- Author: Felip trends

Em meio ao aumento expressivo da inadimplência entre idosos no Brasil, o governo
federal anunciou mudanças nas regras do crédito consignado para [aposentados](https://nordeste7.com.br/inss-informa-aposentados-devem-instalar-o-aplicativo-do-caixa-tem-no-celular-ate-24-04-para-receber-adicional-no-pagamento/)
e pensionistas do INSS. A principal alteração reduz de forma imediata o limite de
comprometimento da renda mensal, que pode chegar a 40%, e estabelece uma queda gradual
até 30% nos próximos anos.

A medida faz parte de um pacote econômico lançado pela gestão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva dentro do novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola
Brasil 2.0, com foco na reorganização financeira das famílias.

Os dados mostram um cenário preocupante entre a população com mais de 60 anos. Segundo
a Serasa Experian, o número de idosos inadimplentes cresceu 43,16% entre 2020 e 
abril de 2025, ultrapassando 14 milhões de pessoas. Em apenas um ano, entre janeiro
de 2025 e janeiro de 2026, esse contingente saltou de 14,1 milhões para 15,9 milhões,
um aumento de 12,7%.

O avanço das dívidas está associado, em grande parte, ao uso recorrente de crédito,
especialmente o consignado, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente
da aposentadoria.

## **Nova regra reduz margem e muda condições**

Com as novas diretrizes, a margem consignável, ou seja, o percentual da renda que
pode ser comprometido com empréstimos, caiu de 45% para 40% já em maio de 2026. 
A previsão é de redução gradual de dois pontos percentuais ao ano até atingir o 
limite de 30% em 2031.

Além disso, o governo ampliou o prazo máximo de pagamento dos empréstimos do INSS
de 96 para 108 meses e autorizou um período de carência de até 90 dias para o início
do pagamento das parcelas.

Outra mudança relevante é o fim do cartão consignado e do cartão de benefício, que
representavam até 10% da margem total. A decisão atende a recomendações do Tribunal
de Contas da União, que apontou juros mais elevados nessa modalidade, frequentemente
acima do teto de 1,80% ao mês.

As medidas se somam à chamada Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021), que
alterou o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso para criar mecanismos
de proteção a consumidores vulneráveis.

Na avaliação do governo, a redução da margem consignável busca evitar que aposentados
comprometam grande parte da renda com dívidas, preservando recursos para despesas
básicas.

## **Renegociação de dívidas ganha força**

O pacote também inclui uma nova rodada do programa Desenrola, com foco em famílias
de baixa renda. A iniciativa prevê descontos médios de até 65% nas dívidas e juros
limitados a 1,99% ao mês, com prazo de pagamento de até quatro anos.

A mobilização nacional para renegociação terá duração de 90 dias e abrangerá débitos
contraídos até janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. O programa
inclui ainda linhas específicas para estudantes (Fies), empresas e produtores rurais.

Especialistas alertam que o endividamento entre idosos não é apenas uma questão 
econômica. Pesquisas indicam que a maioria das pessoas nessa condição sofre impactos
diretos na saúde emocional e na qualidade de vida, agravando um problema que já 
afeta milhões de brasileiros.

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