# IBGE lança mapas-múndi invertidos e com o Brasil no centro; modelos questionam a visão tradicional do mundo

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- Published: 2026-09-13T14:16:07-03:00
- Author: Felip trends

O **Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística** (IBGE) disponibilizou três
mapas-múndi temáticos que posicionam o Brasil em seus centros. A iniciativa faz 
parte de uma das comemorações do **7 de setembro**, dia da Independência do Brasil,
deste ano.

Os **mapas**, lançados em 2024 a 2026, estão disponíveis na loja virtual do IBGE
para download gratuito e também em versões impressas. Ao todo, são três mapas comercializados
em quatro tamanhos diferentes, de A0 a A4, com preços que variam de R$ 10 a R$ 90.

As publicações seguem a nova representação cartográfica aprovada pela ONU, a **Terra
Igual** (Equal Earth), que busca reduzir as distorções de tamanho entre continentes
e países presentes em projeções tradicionais.

Elas também posicionam o **Brasil **no centro do mapa e, em alguns casos, exibem
o hemisfério Sul na parte superior, o que pode causar certa estranheza. A inversão,
porém, não representa um erro cartográfico.

Especialistas apontam que a orientação com o norte voltado para cima é apenas uma
convenção histórica, sem que exista uma forma cientificamente “correta” de posicionar
o planeta em um mapa.

## Confira os mapas

Mapa-múndi temático mostrando os países membros do G20 e os países com representação
diplomática brasileira. Imagem: Reprodução/IBGE

Mapa-múndi temático mostrando os países membros dos BRICS, Mercosul, CPLP (Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa) e OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica).
Imagem: Reprodução/IBGE

Mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025”, com informações sobre a biodiversidade ao
redor do mundo. Imagem: Reprodução/IBGE

## Por que os mapas estão invertidos?

Por ser uma representação planificada da Terra, os mapas podem ser apresentados 
em diferentes orientações sem que isso comprometa sua precisão geográfica.

À primeira vista, os mapas-múndi do IBGE podem parecer incomuns. Isso decorre da
familiaridade com as projeções mais difundidas, especialmente a de Mercator, criada
em 1569 e que popularizou a visão do mundo com o norte voltado para cima.

Além de distorcer as áreas próximas aos polos, ampliando visualmente regiões como
a América do Norte e a Europa, esse tipo de representação reduz a proporção aparente
de áreas localizadas próximas à linha do Equador, como a África e a América do Sul.

Segundo especialistas, essas características podem reforçar a percepção de que as
regiões ao norte estão associadas à riqueza, ao desenvolvimento e a status mais 
elevados, enquanto as áreas ao sul tendem a ser relacionadas à pobreza e a condições
menos favoráveis.

_*Sob supervisão de Ricardo Gozzi._
