Homem foi preso acorrentando companheira e crime é investigado como sequestro no RS

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A Polícia Civil investiga como sequestro um caso de violência doméstica registrado no município de Tupanciretã, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Um homem de 28 anos foi preso em flagrante após ser acusado de manter a companheira em cárcere privado, acorrentada dentro da própria residência. A ação ocorreu na última terça-feira (27), em uma propriedade situada no Assentamento Conquista da Esperança, na zona rural do município.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito responde por crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal, enquadrados no contexto da Lei Maria da Penha. A vítima é uma jovem de 21 anos. A prisão foi realizada após uma denúncia anônima, que levou os agentes da Delegacia de Polícia de Tupanciretã até o local para averiguação.

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram a mulher acorrentada à cama no quarto do casal, sem possibilidade de se locomover ou deixar o imóvel. Diante da situação, foi necessária intervenção imediata. Os agentes utilizaram ferramentas para romper o cadeado e as correntes que mantinham a vítima presa.

Marcas da violência

Além do confinamento forçado, a jovem apresentava sinais físicos de agressão. Conforme o registro policial, havia hematomas visíveis pelo corpo, indicando episódios anteriores de violência. Após ser libertada, a vítima foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento e formalizar a ocorrência. Ela também recebeu atendimento inicial e orientações sobre os procedimentos legais e de proteção previstos na legislação.

A operação foi coordenada pelo delegado substituto Carlos Alberto Dias Gonçalves. Após os trâmites legais, a prisão em flagrante do suspeito foi homologada. Em seguida, ele foi conduzido ao Presídio Estadual de Júlio de Castilhos, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura há quanto tempo a vítima era mantida em cárcere e se houve outros episódios semelhantes não registrados anteriormente. A autoridade policial também analisa o histórico do relacionamento e colhe novos depoimentos para subsidiar o inquérito.

A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas são fundamentais para a identificação de situações de violência doméstica, especialmente em áreas rurais ou de difícil acesso. Informações podem ser repassadas por meio dos canais oficiais da corporação, permitindo a atuação rápida das forças de segurança e a adoção das medidas legais cabíveis.

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