Kevin Ray Underwood, condenado à morte pelo brutal assassinato de Jamie Rose Bolin, de apenas 10 anos, foi executado na manhã de 19 de dezembro por injeção letal em Oklahoma. O crime, ocorrido em 2006, chocou o país pela crueldade e motivação perturbadora. Underwood tinha fantasias canibais e tentou decapitar a vítima após matá-la. A execução ocorreu no 45º aniversário de Underwood, seis dias antes do Natal, um detalhe que gerou críticas de sua família, mas trouxe alívio para os parentes da vítima.
O Crime Macabro
Segundo documentos judiciais, Jamie desapareceu em 12 de abril de 2006, após brincar com uma amiga. Moradores do mesmo complexo de apartamentos informaram que Underwood foi a última pessoa a vê-la viva. Ele atraiu a garota ao seu apartamento com a promessa de brincar com seu rato de estimação, mas, ao entrar, ela foi golpeada com uma tábua de madeira e sufocada.
Underwood confessou que tinha a intenção de molestá-la, consumir sua carne e descartar os restos mortais. Após o assassinato, tentou abusar do corpo e mutilá-lo, mas falhou. A investigação revelou que ele guardou o cadáver em um recipiente de plástico.
Justiça Após 18 Anos
A decisão de executá-lo veio após anos de batalhas judiciais. Em sua última declaração, Underwood pediu desculpas e demonstrou arrependimento: “Eu odeio ter feito essas coisas e gostaria de poder voltar atrás”. Ainda assim, o Conselho de Perdão e Liberdade Condicional de Oklahoma negou clemência, justificando a gravidade do crime.
O procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, reforçou a necessidade de punição exemplar: “A justiça finalmente foi feita para Jamie Rose Bolin, cuja família esperou por 18 anos de dor insuportável”.
Distúrbios Mentais e Sentença
Durante o julgamento, especialistas afirmaram que Underwood apresentava sinais de autismo e dificuldades em discernir fantasia da realidade. Contudo, a promotoria argumentou que sua periculosidade era evidente, e a natureza hedionda do assassinato justificava a sentença de morte.
A execução de Underwood encerra um capítulo de dor e revolta para a família da vítima, que agora pode buscar algum alívio sabendo que a justiça prevaleceu.
