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Golpe do pedágio nas estradas aponta cobrança falsa em sites e portais

A modernização das rodovias brasileiras, com a implantação do sistema free flow (pedágio sem cancela), trouxe mais fluidez ao tráfego, mas também abriu espaço para um novo tipo de golpe digital. Criminosos têm criado páginas falsas que imitam os sites oficiais das concessionárias para induzir…

A modernização das rodovias brasileiras, com a implantação do sistema free flow (pedágio sem cancela), trouxe mais fluidez ao tráfego, mas também abriu espaço para um novo tipo de golpe digital. Criminosos têm criado páginas falsas que imitam os sites oficiais das concessionárias para induzir motoristas a pagar cobranças inexistentes. O alerta, repercutido pelo portal UOL, parte de especialistas em segurança digital, que identificaram o uso de anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para atrair vítimas.

No modelo free flow, o veículo passa pelo pórtico sem parar e a cobrança é registrada por câmeras. Quem não utiliza tag de pagamento automático precisa acessar posteriormente o site da concessionária responsável pelo trecho para quitar o valor. É justamente nesse processo que ocorre a fraude. Ao pesquisar como pagar o pedágio, o motorista pode ser direcionado a páginas falsas que aparecem entre os primeiros resultados de busca. Segundo a empresa de segurança Kaspersky, ao menos 50 sites fraudulentos já foram identificados com esse objetivo.

Dados reais, Pix e como evitar a fraude

O golpe se torna mais convincente porque os sites falsos simulam com precisão o ambiente das concessionárias. Ao informar a placa do veículo, a página exibe dados reais, como modelo e estado de registro, além de apresentar um valor baixo, compatível com o preço de um pedágio. Isso reduz a desconfiança da vítima.

O pagamento é solicitado via Pix, mas o destinatário não é a concessionária, e sim contas de pessoas físicas usadas como intermediárias. Após a transferência, o dinheiro é rapidamente redistribuído para outras contas, dificultando o rastreamento. Rodovias de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que já operam com free flow, estão entre os principais alvos dos golpistas.

Para reduzir o risco, a Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam) recomenda o uso de tags automáticas, que eliminam a necessidade de pagamento manual. Quando isso não for possível, a orientação é acessar apenas os sites oficiais das concessionárias, digitando o endereço diretamente no navegador, conferir atentamente o destinatário antes de confirmar o Pix e desconfiar de cobranças direcionadas a pessoas físicas. O uso de antivírus atualizado em celulares e computadores também ajuda a bloquear páginas maliciosas.