Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo estuda uma nova rodada de cortes que pode impactar milhares de trabalhadores. A movimentação ocorre em meio a uma mudança estratégica que prioriza automação e inteligência artificial.
Nos bastidores, executivos já discutem ajustes internos. A possível redução de pessoal está ligada a um plano mais amplo de transformação, que envolve investimentos pesados em infraestrutura digital e sistemas capazes de executar tarefas antes realizadas por grandes equipes humanas.
Possível corte pode atingir 16 mil pessoas
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, a Meta avalia demitir cerca de 20 por cento de seus funcionários. Considerando que a companhia encerrou 2024 com aproximadamente 79 mil empregados, o número de desligamentos pode chegar a 16 mil.
Ainda não há confirmação oficial sobre a data ou o total exato de demissões. No entanto, o planejamento interno já teria começado.
Se o cenário se concretizar, será o maior ajuste desde o chamado ano da eficiência, período entre 2022 e 2023 em que a empresa eliminou cerca de 21 mil postos de trabalho em duas etapas.
Aposta bilionária em inteligência artificial
O pano de fundo das possíveis demissões é a forte aposta de Mark Zuckerberg em inteligência artificial generativa. A empresa vem direcionando recursos para ampliar sua presença nesse setor.
Entre as principais ações estão:
- Investimento previsto de até 600 bilhões de dólares em data centers até 2028
- Oferta de pacotes milionários para atrair especialistas e pesquisadores de IA
- Aquisição da startup chinesa Manus por pelo menos 2 bilhões de dólares
A estratégia indica que a companhia pretende fortalecer sistemas automatizados capazes de executar tarefas complexas com menos intervenção humana.
O próprio Zuckerberg já declarou que projetos que antes exigiam grandes equipes agora podem ser conduzidos por uma única pessoa altamente qualificada, com apoio de ferramentas de inteligência artificial.
Substituição de equipes por automação
Embora o termo robôs seja usado popularmente, a substituição mencionada se refere principalmente a sistemas baseados em inteligência artificial. Esses programas conseguem automatizar atividades como:
- Produção e revisão de código
- Análise de dados
- Atendimento automatizado
- Criação de conteúdo digital
A adoção dessas tecnologias reduz a necessidade de grandes times operacionais, especialmente em áreas técnicas.
Esse movimento não ocorre apenas na Meta. Outras gigantes do setor também têm reduzido seus quadros.
Tendência já atinge outras empresas
Nos últimos meses, empresas de tecnologia anunciaram cortes expressivos relacionados à automação.
Entre os exemplos recentes estão:
- Amazon, que dispensou cerca de 16 mil funcionários em janeiro
- Block, empresa de Jack Dorsey, que reduziu quase metade do quadro no mês anterior
Em ambos os casos, a inteligência artificial foi citada como um dos fatores por trás das decisões.
A possível nova rodada de demissões na Meta reforça uma tendência global: empresas estão reestruturando suas equipes para priorizar tecnologia automatizada, com foco em eficiência e redução de custos. O impacto dessas mudanças no mercado de trabalho segue sendo acompanhado com atenção por especialistas e trabalhadores do setor.

