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França registra 1.800 detenções após protestos marcados por saques e incêndios

A Federação do Varejo e do Comércio estima danos a cerca de 1.500 estabelecimentos e perdas de centenas de milhões de euros.

França registra 1.800 detenções após protestos marcados por saques e incêndios

A França registrou 1.800 detenções após uma onda de violência durante protestos no sábado (17), com saques, incêndios e danos a estabelecimentos comerciais e prédios públicos. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou o número e afirmou que as autoridades investigam os episódios para identificar os responsáveis.

Em Limoges, um incêndio destruiu a prefeitura histórica do século 19. O representante regional Maurice Barate disse à emissora LCI que o fogo foi provocado deliberadamente e controlado apenas no início da manhã de domingo. Em Lyon, um posto de informações turísticas foi incendiado durante confrontos e saques.

Em Paris, carros foram incendiados, vitrines quebradas e destroços ficaram espalhados pelas ruas. As autoridades disseram que 557 pessoas permaneciam sob custódia, cerca de um terço delas menores de idade, após 855 detenções no sábado. A vice-prefeita Lamia El Aaraje descreveu a violência na capital como inédita.

Segundo a Federação do Varejo e do Comércio, cerca de 1.500 estabelecimentos foram danificados, com perdas estimadas em centenas de milhões de euros. Uma pessoa morreu durante a principal marcha em Paris, mas as autoridades informaram que a morte estava relacionada a questões de saúde e não tinha ligação com a violência dos protestos.

O governo e Marine Le Pen responsabilizaram grupos da extrema esquerda pelos distúrbios; o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, acusou as autoridades de agravar as tensões.

A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, afirmou que proporá uma comissão de investigação. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu tinha reunião de crise prevista para segunda-feira (19), com foco em assistência, seguros e responsabilização.

Donald Trump atribuiu a violência à imigração e pediu, em publicação na Truth Social, que a França endureça o controle migratório. Os protestos nacionais reuniram 550 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior, e 800 mil, de acordo com a CGT. Cerca de 500 policiais, bombeiros e paramédicos ficaram feridos, informou Nuñez.