# Força para investidor: Varejista que derrete no ano vai recomprar 10% das ações

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- Published: 2026-08-31T19:46:07-03:00
- Author: Felip trends

A **SBF **(**SBFG3**), dona da Centauro, lançou um **programa de recompra** de até
10% das ações, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (31).

O programa, que terá prazo de 18 meses, envolverá até 12,9 milhões de ações. Segundo
a companhia, o objetivo é gerar valor para os acionistas.

### Tá barato?

Programas como esse costumam ser interpretados pelo mercado como uma demonstração
de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização
das ações.

No ano, o papel **derreteu** 34%, em meio à entrega de resultados fracos e à piora
da economia. Mesmo assim, analistas continuam confiantes com a ação.

Analistas do **Itaú BBA,** por exemplo, **esperam** uma desaceleração do crescimento
das vendas mesmas lojas (SSS) nos próximos trimestres.

Mesmo assim, dizem que a Centauro ainda deve apresentar crescimento de SSS no segundo
semestre, acompanhado de expansão da margem bruta na comparação anual e da margem
Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), além de uma 
melhora na dinâmica do capital de giro, principalmente no quarto trimestre.

“Esperamos que essa combinação sustente novos ganhos de ROIC (retorno sobre o capital
investido) e rentabilidade ao longo do segundo semestre. Ao mesmo tempo, a avaliação
ainda bastante atrativa da ação — vemos a SBFG3 negociando a 4,6x o P/L projetado
para 2026 — nos leva a reiterar nossa recomendação de Outperform (equivalente à 
compra)”, diz o BBA.

### O que muda para o investidor

Na prática, quando uma companhia decide usar recursos para comprar seus próprios
papéis, a mensagem costuma ser que, nos preços atuais, ela considera investir em
si mesma uma alocação de capital mais atrativa do que outras alternativas.

Para o acionista que decide ficar, o benefício é uma espécie de “dividendo indireto”:
com menos ações em circulação, cada fatia do bolo que sobra na mão do investidor
passa a representar uma porcentagem maior do lucro e dos proventos futuros.

Na outra ponta, porém, há um efeito colateral conhecido: **a redução da liquidez**.
Isso porque, com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado
na bolsa de valores tende a diminuir, o que pode elevar a sensibilidade dos preços
diante de compras e vendas mais expressivas.
