# FMI vê contração de 1,3% em 2026 na região do Oriente Médio

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- Published: 2026-10-15T04:13:26-03:00
- Author: Felip trends

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia da região que abrange
o Oriente Médio, o Norte da África e o Paquistão encolha 1,3% em 2026, após crescer
3,3% em 2025. O organismo aponta uma guerra prolongada e novas interrupções na produção
de energia, nas rotas marítimas ou em infraestruturas essenciais como os maiores
riscos econômicos.

Jihad Azour, diretor do FMI para o [Oriente Médio](https://nordeste7.com.br/petroleo-fecha-em-leve-alta-com-tensoes-no-oriente-medio/)
e a Ásia Central, afirmou que o impacto da guerra é desigual e pressiona especialmente
os países diretamente afetados. A previsão é de recuperação em 2027, com crescimento
de 6,6%, mas o resultado dependerá da retomada da produção, do comércio e do transporte
marítimo.

O cenário projetado pressupõe que o transporte marítimo e o comércio voltem a condições
normais no primeiro trimestre de 2027. As exportações se normalizariam gradualmente
até meados do ano, enquanto os preços do petróleo permaneceriam elevados. O FMI 
divulgará uma avaliação mais abrangente das perspectivas regionais em 22 de outubro.

Azour disse que superávits anteriores à guerra, rotas alternativas, ajustes na demanda
e a redução dos estoques ajudaram a conter o choque energético provocado pelos ataques
liderados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã e pelo posterior fechamento
do Estreito de Ormuz por Teerã. Ele alertou, porém, que essas reservas são finitas
e que novas interrupções podem causar ajustes de preços maiores.

Os exportadores de petróleo diretamente afetados deverão registrar contração significativa
em 2026 e recuperar o crescimento no ano seguinte, embora a produção permaneça abaixo
das projeções de médio prazo anteriores à guerra. Já os países importadores de petróleo
da região demonstraram resiliência, segundo Azour.

Para o Cáucaso e a Ásia Central, o FMI projeta crescimento de 5,2% em 2026 e 5% 
em 2027, ante 6,2% em 2025. Azour também recomendou priorizar a estabilidade dos
preços, recompor reservas fiscais e ampliar a resistência a futuros choques.
