Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que manterá, caso seja eleito presidente, o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita durante debate presidencial promovido por Band/Estadão.
Lula anunciou o aumento em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno. A medida provocou críticas e levou ao acionamento da Justiça Eleitoral. No dia seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e considerou legal o reajuste, antes da análise do caso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante o debate, Flávio também prometeu que, se assumir a Presidência, seu governo comprará dívidas da população com bancos. Ele disse que a taxa de juros começaria a cair rapidamente e afirmou que dívidas de pessoas físicas ficariam congeladas por seis meses, sem pagamento de boletos. Para pessoas jurídicas, o prazo anunciado foi de um ano.
A fala ocorreu antes do intervalo e do fim do bloco. Na retomada, o mediador pediu que os candidatos circulassem pelo palco sem atrapalhar uns aos outros. Mais cedo, uma mediadora havia advertido Flávio para não se manifestar durante a fala de Lula.

