# Flávio acusa decisão do TSE de favorecer fake news pró-Lula

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- Published: 2026-10-12T17:01:13-03:00
- Author: Felip trends

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou
que a decisão de restabelecer provisoriamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”
favorece a disseminação de notícias falsas em benefício do presidente e candidato
à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi divulgada nesta 
segunda-feira (12).

Em nota, a campanha criticou a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral,
ministro [Ricardo Villas Bôas Cueva](https://nordeste7.com.br/tse-determina-suspensao-do-canal-exercito-do-lula-apos-pedido-de-flavio-bolsonaro/),
e acusou o canal de divulgar informações falsas e orientar seguidores a contornar
mecanismos de controle da Justiça Eleitoral e da plataforma. As afirmações são da
campanha de Flávio.

O grupo também questionou a competência de Cueva para fiscalizar o plano de conformidade
firmado entre a Meta, responsável pelo WhatsApp, e a Justiça Eleitoral. Segundo 
a nota, essa atribuição caberia ao presidente do TSE, ministro [Kassio Nunes Marques](https://nordeste7.com.br/kassio-nunes-marques-reune-campanhas-de-lula-e-flavio-nesta-terca-feira/),
enquanto o corregedor analisaria possíveis práticas de abuso de poder.

O vaivém de decisões começou no domingo (11), quando Nunes Marques determinou a 
suspensão do canal a pedido da campanha de Flávio. O bloqueio deveria durar até 
a homologação do resultado do segundo turno. Horas depois, Cueva restabeleceu provisoriamente
a página e encaminhou o caso para análise urgente do plenário do TSE.

Ao justificar a medida, Cueva afirmou que ainda não havia provas suficientes para
retirar todo o canal do ar. Para o corregedor, a existência de publicações potencialmente
ilícitas não justificava, por si só, suspender a estrutura inteira.

Criado após o primeiro turno, em 4 de outubro, o canal ultrapassou 3,3 milhões de
seguidores em poucos dias. A área técnica do TSE não identificou novas publicações
com informações consideradas falsas pela Corte entre 2 e 11 de outubro, mas apontou
indícios de mobilização coordenada para ampliar a circulação de conteúdos e organizar
ações de apoiadores nas redes.

O plenário do TSE ainda deverá analisar o caso. Nunes Marques convocou representantes
e advogados das campanhas de Lula e Flávio para uma reunião nesta terça-feira (13),
às 15h30, em Brasília, sobre o cumprimento das regras eleitorais nas redes sociais.
