O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, contou em um vídeo publicado no YouTube que ainda enfrenta fobia social. Na gravação, ele relacionou o agravamento do quadro ao período em que se afastou após publicar um vídeo sobre adultização infantil.
“Depois que eu postei a adultização, e aconteceu tudo o que aconteceu, eu me fechei. Eu fiquei meses sem sair de casa”, disse. Felca afirmou ter percebido que “a fobia social ainda está toda aqui”.
O criador também relatou episódios de bullying na escola, incluindo agressões físicas recorrentes entre os 12 e os 18 anos, que, segundo ele, contribuíram para o desenvolvimento do transtorno. Contou ainda que recorria ao álcool para lidar com a ansiedade em gravações, eventos e entrevistas.
Em um episódio, disse ter bebido durante todo o dia enquanto produzia um vídeo em Londrina. Ao voltar para casa, desmaiou e fraturou duas costelas.
Desafio pessoal
Para tentar enfrentar a fobia social, Felca anunciou o projeto #simfel: durante 90 dias, pretende dizer “sim” a convites e situações que normalmente evitaria. Ele também convidou seguidores a participar. No vídeo, explicou que a iniciativa busca estimular a saída de casa e o contato com outras pessoas.
O influenciador afirmou ainda que pretende fazer palestras gratuitas em escolas sobre os impactos do bullying.
O retorno às plataformas havia sido anunciado na madrugada de domingo (18), com a promessa de uma revelação às 00h desta terça-feira (20). Parte dos internautas esperava denúncias de cunho político, especialmente pela proximidade do segundo turno das eleições, e se decepcionou com o relato pessoal.
Felca ganhou projeção nacional com um vídeo sobre adultização infantil divulgado em agosto de 2025. O tema mobilizou debates sobre segurança de crianças na internet e contribuiu para a aprovação da Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital ou Lei Felca, que estabelece regras para a exposição de menores em plataformas digitais.

