# Existe uma quantidade diária de proteína que, quando ultrapassada cronicamente, começa a causar dano renal mesmo em pessoas jovens e sem histórico de doença

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- Published: 2026-06-24T09:39:28-03:00
- Author: Felip trends

Durante anos, a [proteína](https://nordeste7.com.br/maionese-caseira-viraliza-por-ser-fit-rica-em-proteina-omega-3-e-comer-sem-medo-de-engordar/)
foi vista principalmente como um nutriente associado ao ganho de massa muscular.
Mais recentemente, ela também passou a ocupar papel central em dietas voltadas para
emagrecimento, controle do apetite e melhora da composição corporal.

O resultado foi um aumento significativo no consumo de suplementos proteicos, carnes,
ovos e outros alimentos ricos nesse nutriente. Mas, segundo pesquisadores da área
de nutrição, [existe](https://nordeste7.com.br/existe-um-jeito-de-tirar-etiquetas-de-potes-de-vidro-sem-esfregar-e-sem-sabao-que-funciona-em-menos-de-cinco-minutos-e-nao-deixa-residuo/)
uma diferença importante entre consumir proteína suficiente e exagerar na quantidade
diariamente por longos períodos.

Embora a proteína seja essencial para a manutenção dos músculos, hormônios e tecidos
do organismo, estudos mostram que o excesso contínuo pode trazer consequências que
vão além do ganho de massa muscular.

## Quanto de proteína o corpo realmente precisa

As recomendações variam conforme idade, peso, nível de atividade física e objetivos
individuais.

Para adultos sedentários, a ingestão [diária](https://nordeste7.com.br/um-perigo-silencioso-presente-nos-tapetes-que-quase-ninguem-nota-na-rotina-diaria/)
recomendada costuma ficar em torno de 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal.

Já [pessoas](https://nordeste7.com.br/salario-de-elon-musk-e-muito-menor-do-que-as-pessoas-imaginam/)
fisicamente ativas, atletas ou indivíduos em processo de ganho de massa muscular
frequentemente consomem entre 1,2 e 2,0 gramas por quilo, faixa considerada adequada
por organizações ligadas à nutrição esportiva.

Segundo pesquisadores como Bettina Mittendorfer, professora da Faculdade de Medicina
da Universidade do Missouri, e Donald Hensrud, da Clínica Mayo, quantidades muito
superiores às necessidades do organismo nem sempre produzem benefícios adicionais.

## O que acontece 󠀁[quando](https://nordeste7.com.br/a-cadeira-de-plastico-tem-um-furo-no-meio-por-um-motivo-pratico-e-ele-faz-diferenca-quando-ela-fica-exposta-ao-sol-a-chuva-ou-empilhada-no-quintal/)󠁿 o consumo é excessivo

Quando a ingestão de proteína ultrapassa regularmente aquilo que o corpo consegue
utilizar para manutenção e construção de tecidos, o excedente precisa ser metabolizado
e eliminado.

Esse processo aumenta o trabalho dos rins, responsáveis por filtrar compostos resultantes
do metabolismo proteico.

Por esse motivo, médicos nefrologistas costumam recomendar atenção especial ao consumo
de proteína em pessoas que já apresentam algum grau de comprometimento renal.

No caso de indivíduos saudáveis, a discussão científica é mais complexa. Alguns 
estudos observam aumento da carga de filtração renal em dietas hiperproteicas, enquanto
outros não identificam evidências claras de dano permanente em curto prazo.

## Outros riscos associados ao excesso de proteína

Os pesquisadores destacam que os efeitos negativos muitas vezes não estão relacionados
apenas à proteína em si, mas à forma como ela é consumida.

Dietas excessivamente baseadas em carnes vermelhas e processadas têm sido associadas
a maior risco cardiovascular e a alguns tipos de câncer, especialmente o câncer 
colorretal.

Além disso, quando o aumento da proteína ocorre às custas da redução de frutas, 
verduras, legumes e cereais integrais, pode haver queda na ingestão de fibras.

Foto: Gabriel Zachi/Pexels

Essa mudança favorece sintomas como constipação intestinal, alterações da microbiota
e pior funcionamento digestivo.

## Mais proteína nem sempre significa mais músculos

Um equívoco comum é acreditar que consumir quantidades cada vez maiores de proteína
produzirá automaticamente mais massa muscular.

Na prática, o crescimento muscular depende de diversos fatores, incluindo treinamento
de força, descanso adequado e ingestão energética suficiente.

Quando a ingestão calórica ultrapassa as necessidades do organismo, parte desse 
excedente pode ser armazenada como gordura corporal, independentemente de sua origem.

Por isso, aumentar a proteína sem um planejamento alimentar adequado nem sempre 
produz os resultados esperados.

## O equilíbrio continua sendo a principal recomendação

Dariush Mozaffarian, cardiologista e diretor do Food is Medicine Institute da Universidade
Tufts, está entre os pesquisadores que defendem uma abordagem baseada na qualidade
global da alimentação, e não apenas na quantidade isolada de um nutriente.

Em vez de buscar o maior consumo possível de proteína, nutricionistas costumam recomendar
uma dieta equilibrada, que combine fontes proteicas de qualidade com frutas, verduras,
legumes, grãos integrais e gorduras saudáveis.

Para a maioria das pessoas, os benefícios da proteína aparecem quando ela é consumida
na quantidade adequada para suas necessidades — não quando é transformada no único
foco da alimentação.

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