# EUA teriam orientado europeus a baixar o tom sobre a Rússia, diz Reuters

- Link: https://nordeste7.com.br/eua-teriam-orientado-europeus-a-baixar-o-tom-sobre-a-russia-diz-reuters/
- Published: 2026-10-30T11:46:14-03:00
- Author: Felip trends

Autoridades do Departamento da Guerra dos Estados Unidos orientaram integrantes 
europeus da Otan a moderar declarações sobre a ameaça russa ao continente, segundo
reportagem publicada pela Reuters nesta sexta-feira (30). Quatro pessoas a par do
assunto disseram à agência que, para a gestão de Donald Trump, algumas falas de 
líderes e autoridades europeus prejudicam a segurança do continente.

Lituânia, Letônia e Estônia estão entre os países que teriam recebido os pedidos,
segundo as fontes ouvidas pela Reuters. De acordo com a apuração, Elbridge Colby,
subsecretário da Guerra para Assuntos Políticos dos EUA, seria um dos funcionários
que fizeram as solicitações.

Colby teria dito a uma autoridade de um país báltico que não deveria haver “provocações”
e citado a frase de que a Rússia estaria “encurralada como um rato”. A Reuters apontou
que a fala pode se referir a um comentário do primeiro-ministro estoniano, Kristen
Michal, que descreveu Vladimir Putin como um “rato encurralado” na guerra na Ucrânia.

Uma autoridade europeia relatou à agência que o Pentágono enviou mensagens dizendo:“
estamos ajudando vocês. Os americanos estão presentes. Apenas não sejam barulhentos.
Não façam alarde”. Em reunião recente, o Pentágono também teria orientado uma delegação
estoniana a ser “ponderada” em suas comunicações, segundo a Reuters.

O Departamento da Guerra não confirmou os pedidos. Uma autoridade do Pentágono disse
que não comentaria as alegações, afirmando que conversas privadas entre aliados 
são privadas.

A reportagem foi publicada enquanto Trump tenta retomar negociações para um cessar-
fogo na Ucrânia. Após encontro na Rússia entre Putin e o enviado especial dos EUA,
Steve Witkoff, o Kremlin informou que o líder russo concordou em retomar negociações
de paz com a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, a partir do próximo mês.
