# EUA defendem sanções a Moraes e classificação do PCC e do CV

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- Published: 2026-10-16T19:13:17-03:00
- Author: Felip trends

O Departamento de Estado dos Estados Unidos defendeu, em carta enviada a uma congressista
norte-americana, as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes e a classificação
das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações
terroristas. O documento, assinado na quinta-feira (15), também afirmou que o governo
de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher representantes em eleições
livres e justas.

A carta foi uma resposta a um documento enviado em setembro por 31 deputados dos
Estados Unidos. Os parlamentares haviam pedido que a Casa Branca respeitasse o processo
eleitoral brasileiro e acusado o governo Trump de tentar interferir na disputa com
medidas econômicas, políticas e diplomáticas contra o Brasil.

Na resposta, o Departamento de Estado disse que manterá diálogo com a população 
brasileira, o setor privado e o governo que for eleito. Segundo o órgão, a intenção
é promover segurança, comércio recíproco, investimentos e prosperidade entre os 
dois países.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a carta não se comprometeu expressamente
a reconhecer o resultado da eleição presidencial brasileira. O documento afirma 
que as medidas contra autoridades e grupos brasileiros foram adotadas conforme os
critérios legais e regulatórios aplicáveis a cada caso.

Sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes, em julho de 2025, o governo norte-
americano alegou que a decisão se baseou em documentos e evidências de graves violações
de direitos humanos. Autoridades dos EUA acusaram o ministro de autorizar prisões
preventivas que consideraram arbitrárias e de restringir a liberdade de expressão.
Essas afirmações são a posição do governo norte-americano.

A carta também reiterou a acusação de que Moraes teria promovido uma iniciativa 
politicamente motivada para silenciar críticos, com ordens dirigidas a plataformas
digitais, incluindo empresas norte-americanas de redes sociais. Segundo a reportagem,
o documento não trouxe novos detalhes sobre as evidências citadas.

Moraes foi retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em 12 de dezembro
de 2025. Na mesma data, os Estados Unidos também removeram da lista Viviane Barci
de Moraes, esposa do ministro, e uma empresa ligada à família.
