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Estudo relaciona tabagismo a mais solidão e isolamento social

Pesquisa com mais de 50 mil pessoas associou o tabagismo a níveis maiores de solidão, redução de contatos sociais e isolamento crescente.

Estudo relaciona tabagismo a mais solidão e isolamento social

Fumar não está associado apenas a danos nos pulmões e no sistema respiratório. Um estudo com mais de 50 mil pessoas identificou níveis mais elevados de solidão e isolamento social entre fumantes atuais, independentemente da idade ou do gênero.

Apresentada no Congresso da European Respiratory Society, em Barcelona, a pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Imperial College London e da University College London e divulgada na The Lancet Regional Health – Europe. O trabalho analisou como o hábito de fumar se relaciona à redução dos contatos sociais ao longo do tempo.

Relação entre cigarro e desconexão social

Pesquisas anteriores já indicavam que pessoas solitárias ou socialmente isoladas tendem a fumar mais. Os novos resultados sugerem que o próprio tabagismo pode reforçar esse ciclo. Na análise, fumantes apresentaram redução dos contatos sociais e menor participação em atividades coletivas quando comparados aos não fumantes.

Ao acompanhar os participantes durante os anos, os pesquisadores observaram que quem fumava enfrentava isolamento crescente, acompanhado pelo aumento constante da sensação de solidão. O levantamento considerou a solidão como a percepção de estar isolado ou sem companhia.

Diferença entre solidão e isolamento

O isolamento social está ligado à quantidade reduzida de contatos e à falta de convivência regular. Já a solidão representa a percepção pessoal de estar sozinho ou desconectado. Os dois fenômenos podem ocorrer juntos, mas não são necessariamente equivalentes.

Segundo o texto do estudo, a solidão e o isolamento prolongados estão relacionados a maior risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, transtornos psicológicos e morte prematura. Também foram associados a menor atividade física, pior qualidade do sono, redução do desempenho cognitivo e maior risco de demência.