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Estadão diz que Eduardo Bolsonaro teria articulado saída de Flávio do Brasil

A reportagem relaciona a declaração de Eduardo sobre uma possível mudança do irmão à apreensão dos passaportes autorizada por Alexandre de Moraes.

Estadão diz que Eduardo Bolsonaro teria articulado saída de Flávio do Brasil

Uma reportagem do Estadão afirma que Eduardo Bolsonaro teria usado uma estratégia para ajudar o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), a deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos sem ser localizado pela Polícia Federal (PF). A publicação interpreta a iniciativa como uma tentativa de despistar as autoridades.

Segundo o jornal, às vésperas do segundo turno, Eduardo declarou que Flávio deveria se mudar para os Estados Unidos caso perdesse a eleição. A reportagem afirma que a declaração teria sido usada para provocar uma reação das autoridades e sustentar uma narrativa de perseguição política.

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a PF pediu a apreensão dos passaportes de Flávio, e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a medida. Entre as justificativas estavam o risco de fuga e a fala anterior de Eduardo sobre a possibilidade de o irmão deixar o país.

Enquanto as autoridades acompanhavam o caso, circularam nos bastidores informações desencontradas sobre o paradeiro do senador. Entre as versões mencionadas pela reportagem estavam a de que ele teria passado pela Venezuela e a de que já estaria nos Estados Unidos.

De acordo com os horários apresentados pelo Estadão, Flávio ainda estava no Brasil durante parte da terça-feira (27), a caminho da fronteira com a Argentina. O governo argentino informou que ele entrou no país às 22h50, pela região de Puerto Iguazú.

Na madrugada de quarta-feira (28), às 0h22, a aeronave decolou em direção a Guayaquil, no Equador, e posteriormente seguiu para Miami, nos Estados Unidos.

A reportagem associa a sequência à articulação atribuída a Eduardo, mas ressalva que não há comprovação independente de que a declaração tenha sido planejada como isca ou de que tenha existido uma operação formal de contrainformação.