A NASA fez uma descoberta marcante sobre a temperatura nos polos da Lua, revelando que a cratera Hermite atingiu o recorde de -250°C, a mais baixa já medida em qualquer corpo celeste do Sistema Solar. Esta medição foi realizada em 2009 pelo radiômetro térmico Diviner, a bordo da Lunar Reconnaissance Orbiter.
A extrema frieza nos polos lunares se deve à ausência de atmosfera, o que impede a distribuição uniforme do calor solar. Durante os dias e noites lunares, as temperaturas variam entre 127°C e -173°C, mas os polos permanecem gelados mesmo no dia de alta temperatura.
Nessas regiões, como nas crateras Hermite e Shackleton, a temperatura nunca sobe, preservando possíveis depósitos de água congelada.
Crateras sombreadas
A potencial presença de água congelada nessas crateras representa uma oportunidade significativa para missões futuras. A NASA acredita que esses depósitos podem ser utilizados como recursos essenciais, sustentando a permanência humana e facilitando a extração de recursos no espaço.
Áreas como a cratera Hermite são, portanto, de grande interesse para a exploração espacial.
Condições extremas
As condições extremas encontradas nos polos lunares incentivam a NASA e outras agências a planejarem missões específicas. O programa Artemis, por exemplo, visa enviar humanos à Lua e utilizar suas descobertas para futuras explorações interplanetárias.
No final, a medição recorde de temperatura reflete a complexidade das condições na Lua e sua importância estratégica para o futuro da exploração espacial.
