Energia elétrica mais cara em maio com bandeira amarela; Aneel alega necessidade de acionar termelétricas

A decisão foi tomada devido à redução das chuvas e à necessidade de uso de usinas termelétricas, que geram energia a custo mais alto.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (25), que as contas de luz em todo o país sofrerão acréscimo em maio. Após cinco meses de bandeira verde, será implementada a bandeira tarifária amarela, resultando em custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Mudança no regime de chuvas é apontada como causa principal

Segundo a Aneel, a alteração se deve à redução das chuvas, com o fim do período chuvoso e a transição para a estação seca. A menor disponibilidade de água impacta diretamente a capacidade de geração das hidrelétricas, principal fonte de energia no país. A consequência disso é o possível acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.

“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, declarou a Aneel.

Entenda o funcionamento do sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi desenvolvido para sinalizar ao consumidor os custos reais da geração de energia. Esse modelo reflete a variação de preços conforme a necessidade de acionamento de diferentes tipos de usinas.

Tipos de bandeiras:

  • Bandeira verde: sem acréscimos na conta.
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha (patamar 1): acréscimo de R$ 3,971 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha (patamar 2): acréscimo de R$ 9,492 a cada 100 kWh.

A decisão de qual bandeira aplicar é tomada mensalmente pela Aneel, com base nas previsões de chuvas, no nível dos reservatórios e nos custos de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Consumidores devem redobrar atenção ao consumo de energia

Com a volta da cobrança extra, é recomendado que consumidores adotem medidas de economia energética. Reduzir o uso de equipamentos de alto consumo, como chuveiros elétricos e aparelhos de ar-condicionado, pode ajudar a minimizar os impactos no orçamento familiar.

A Aneel não informou se há previsão para retorno à bandeira verde nos próximos meses. O comportamento climático e os níveis de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas continuarão sendo fatores determinantes.

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