Empresas de tecnologia do Ceará discutiram caminhos para levar soluções a outros países durante o Siará Tech Summit, em Fortaleza. O evento reuniu especialistas e empreendedores para tratar da identificação de clientes no exterior, da criação de conexões comerciais e do acesso a programas de cooperação em ciência, tecnologia e inovação.
Inteligência artificial, análise de dados, energia e tecnologias relacionadas a desafios climáticos estão entre as áreas apontadas com potencial de expansão. A diretora de negócios internacionais Mônica Luz afirmou que o primeiro passo é verificar se há demanda pela solução em outros países e, a partir disso, identificar mercados e organizar a estratégia de entrada.
“Nós temos um potencial aqui muito grande, principalmente em I.A. e dados, que nós já temos muitas empresas de tecnologia”, disse Mônica. Ela também mencionou negócios de energia e as chamadas climate tech, voltadas a questões climáticas e ambientais, cujas soluções podem atender necessidades existentes em outros países.
A internacionalização, porém, exige mais do que um produto inovador. As empresas precisam conhecer o mercado pretendido, identificar possíveis clientes e construir relações com parceiros que entendam o ambiente local. Para startups pequenas, com equipes reduzidas e estrutura limitada, essas etapas podem ser desafiadoras.
No evento, a conectividade do Ceará também foi citada como elemento de interesse para o setor. A localização do Estado, a infraestrutura de cabos submarinos de telecomunicações e os investimentos em data centers compõem esse cenário. Esses fatores, por si só, não garantem a conquista de clientes no exterior, que depende também de uma solução competitiva e de uma estratégia adequada.
O empreendedor César Rabelo contou que começou a buscar oportunidades internacionais em 2024, após a participação de sua empresa em uma premiação que lhe rendeu uma viagem a Lisboa. A experiência permitiu contatos com possíveis parceiros para uma expansão na Europa.
“Em 2024 nós fomos campeões do prêmio Cearatex Summit, fomos para Lisboa. Nessa oportunidade já tivemos ali contatos com diversas empresas, parceiros em potenciais para levar nossa empresa para a Europa”, relatou.
Segundo César, a empresa atua com automações de pós-venda por WhatsApp, e-mail e SMS, em português, inglês e espanhol, para organizações que também operam no mercado internacional. A participação em eventos pode aproximar empreendedores de parceiros e iniciar conversas, mas não significa necessariamente que um contrato será fechado.

