Brasileiros que vivem no exterior compareceram em maior número às urnas no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em 11 países que já haviam concluído a votação neste domingo (25), foram quase 9 mil votantes a mais do que no primeiro turno, indicando redução da abstenção nesses locais.
O aumento foi registrado tanto em países onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu quanto naqueles em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve a maioria. No Brasil, 33,4 milhões de eleitores não votaram na primeira etapa do pleito.
Participação cresce em países da Ásia e Oceania
Segundo o Globo, a Austrália teve 9.482 votantes no segundo turno, ante 7.141 no primeiro, acréscimo de 2.341. Na Nova Zelândia, o comparecimento subiu de 298 para 519. Lula venceu nos dois países, assim como na China, onde os votantes passaram de 570 para 769; na Coreia do Sul, de 195 para 230; e em Cingapura, de 282 para 334.
O maior crescimento ocorreu no Japão: o número de eleitores que votaram foi de 29.835 para 35.636, diferença de 5.801. Flávio Bolsonaro recebeu a maioria dos votos no país e também venceu nos Emirados Árabes Unidos, onde o comparecimento aumentou de 1.171 para 1.415.
Nas Filipinas, a participação passou de 59 para 66; na Indonésia, de 27 para 38; na Malásia, de 71 para 85; e na Tailândia, de 91 para 116 eleitores.
Abstenção e eleitorado no exterior
Pesquisa Datafolha divulgada em 9 de outubro apontou que 13% dos brasileiros que não votaram no primeiro turno atribuíram a ausência ao desinteresse pelas eleições. A abstenção no Brasil em 2026 superou a registrada na eleição presidencial de 2022.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que aproximadamente 918 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do país em 2026. Eles estão distribuídos por 186 cidades de 134 países. Em 2022, eram cerca de 697 mil eleitores aptos, crescimento de 31,82% até este ano.

