# Eduardo Bolsonaro diz que irá a Washington discutir Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

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- Published: 2026-09-11T13:15:52-03:00
- Author: Felip trends

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (11), que
irá a Washington na próxima semana para discutir a retomada da possibilidade de 
aplicação de **sanções da Lei Magnitsky** contra o ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Lei Magnitsky é um instrumento de sanção usado pelos Estados Unidos para impor
sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de envolvimento em violações de 
direitos humanos.

A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal Comunica Brasil. Eduardo não 
detalhou com quem pretende se reunir na capital dos Estados Unidos. A afirmação 
de que seriam integrantes do governo Donald Trump partiu do apresentador da transmissão,
e não do ex-parlamentar.

“Semana que vem estou indo a Washington DC para conversar com algumas pessoas muito
interessantes para reanimar, reaver a possibilidade da gente ter uma Magnitsky Moraes”,
afirmou.

Eduardo Bolsonaro também disse enxergar uma “convergência de interesses” para aumentar
a pressão sobre Moraes e afirmou haver possibilidade de o ministro deixar o Supremo.“
Não é algo fácil, mas ainda assim há essa possibilidade”, disse.

As declarações ocorrem após o ministro André Mendonça, a pedido do presidente do
STF, Edson Fachin, derrubar parcialmente o sigilo do inquérito que apura fraudes
envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, e de outros 14 processos relacionados.
A medida não tornou pública a íntegra das investigações e manteve sob sigilo informações
sobre diligências que ainda precisam ser preservadas.

Na entrevista, Eduardo atribuiu a mudança no ambiente em torno de Moraes a uma reação
de setores da imprensa e afirmou que parte dos veículos teria feito “vista grossa”
anteriormente para supostos abusos do ministro por atingirem Jair Bolsonaro. As 
acusações são de Eduardo.

O ex-parlamentar, foragido nos EUA, também vinculou a crise no Supremo à disputa
presidencial e afirmou que ela pode beneficiar a candidatura do irmão, Flávio Bolsonaro(
PL). Segundo ele, tornou-se difícil “descolar a imagem do Lula ao STF” e há uma “
grande possibilidade” de mudança no cenário eleitoral já no primeiro turno.

A Polícia Federal aponta, em investigação relacionada ao filme “**Dark Horse**“,
cinebiografia de Jair Bolsonaro, que Eduardo teria orientado como os recursos destinados
ao projeto seriam geridos nos Estados Unidos.

Segundo a corporação, o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado pelo advogado
Paulo Calixto, recebeu cerca de R$ 61 milhões (US$ 10,6 milhões) do ex-banqueiro
Daniel Vorcaro. É a mesma apuração cujo sigilo foi parcialmente derrubado nesta 
semana.

Eduardo nega irregularidades e afirma que apenas cedeu direitos de imagem para o
filme e que se mantém com reservas próprias e doações do pai. Ele foi condenado 
em 16 de junho de 2026 a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo,
pela atuação junto ao governo de Donald Trump para pressionar o STF, o que o tornou
inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

O ex-deputado vive foragido nos Estados Unidos, e o recurso da defesa contra a condenação
dele está em julgamento no plenário virtual da Primeira Turma, sob relatoria de 
Moraes, entre 11 e 18 de setembro.
