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Deputados pedem à PGR retenção de passaporte de Flávio Bolsonaro

As representações pedem medidas cautelares e citam investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, no qual o senador figura como investigado.

Deputados pedem à PGR retenção de passaporte de Flávio Bolsonaro

Deputados federais governistas apresentaram representações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam adotadas medidas que impeçam o senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o Brasil. Entre os pedidos estão a retenção dos passaportes e a comunicação de eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades de controle migratório.

O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) pediu que a PGR avalie, com urgência, a possibilidade de impor medidas cautelares ao senador. A representação trata principalmente do inquérito que apura operações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, no qual Flávio figura como investigado.

O documento também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e de apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz e a empresa Alcazar Holdings. Em vídeo publicado no Instagram, Otoni afirmou que Flávio “não vai fugir do país” e mencionou “esquemas com Vorcaro”.

Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (Psol-MG) também acionaram a PGR e o STF, pedindo a apreensão do passaporte e a proibição de saída do país. Salabert disse que solicitou à Justiça a retenção do documento para evitar uma eventual saída do senador do Brasil para escapar de investigações ou possíveis responsabilidades perante a Justiça.

Nas redes sociais, a possibilidade de uma viagem de Flávio aos Estados Unidos ganhou repercussão após o segundo turno das eleições. A ex-deputada Joice Hasselmann afirmou, no fim de semana, que o senador teria um jatinho pronto, com plano de voo para Miami, caso fosse derrotado.

Flávio encerrará o mandato no Senado em fevereiro de 2027. Ao deixar o cargo, ficará sem mandato eletivo e sem imunidade parlamentar pela primeira vez em 24 anos de carreira política, além de perder o direito ao foro privilegiado.