# Denúncias de assédio eleitoral crescem mais de 75% após segundo turno

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- Published: 2026-10-29T13:15:00-03:00
- Author: Felip trends

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral
nos três dias desde segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições.
O número representa aumento superior a 75% em relação às 1.937 denúncias registradas
até a manhã de segunda-feira, informou o órgão.

As novas ocorrências correspondem a cerca de 40% das 3.396 denúncias recebidas em
2026. São Paulo lidera os registros, com 620, seguido de Minas Gerais (351), Paraná(
338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165).

Os dados coincidem com relatos de incentivo a boicotes e demissões de trabalhadores
por suas escolhas políticas. Na terça-feira (27), a Justiça do Trabalho proibiu,
em liminar, que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) incentive empregadores
a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por convicções políticas. A decisão
prevê multa diária de R$ 5 mil.

Na quarta-feira (28), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo 
estuda criar uma “lista suja” de empresas que cometem assédio eleitoral, com restrição
de créditos públicos como sanção. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho,
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que a resposta aos empregadores que
praticaram ilegalidades será rápida.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando alguém usa posição de poder para pressionar
trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar candidato, partido ou posicionamento
político. Trabalhadores que se considerem discriminados por convicção política podem
processar o empregador. Em caso de condenação, a empresa pode ser obrigada a reintegrar
o funcionário ou pagar em dobro os salários devidos durante o afastamento.
