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Degelo nas Dolomitas expõe cerca de 250 munições da Primeira Guerra

O Exército italiano confirmou a remoção de cerca de 250 artefatos da Primeira Guerra Mundial expostos pelo degelo nas Dolomitas.

Degelo nas Dolomitas expõe cerca de 250 munições da Primeira Guerra

O recuo acelerado das geleiras nas Dolomitas italianas expôs aproximadamente 250 munições da Primeira Guerra Mundial, enterradas sob neve e gelo por mais de um século. Projéteis de artilharia, bombas de morteiro e outros artefatos reapareceram na região de Trentino-Alto Ádige.

A brigada alpina Julia, do Exército italiano, confirmou à CNN Internacional, em comunicado enviado em 27 de outubro, uma operação de remoção encerrada em 16 de outubro. Soldados do 2º Regimento de Engenharia atuaram a partir do início de agosto, em áreas de difícil acesso e com técnicas de escalada.

Um dos artefatos, um projétil de morteiro de 90 milímetros, foi encontrado por bombeiros durante a remoção de um carro que havia caído em uma ravina perto de Caldonazzo. Um esquadrão antibombas especializado retirou o material.

Outro depósito, com projéteis de 75 milímetros, levou ao fechamento temporário de uma rota de montanhismo entre Cima del Frate e Forcella Fierollo, perto de Bieno. O caminho foi reaberto após a retirada.

As munições estão ligadas à Guerra Branca, travada entre italianos e austro-húngaros nas montanhas de 1915 a 1918. Segundo autoridades locais de Trentino-Alto Ádige, a pouca neve no inverno de 2025 e o calor extremo do verão de 2026 contribuíram para o recuo das geleiras de Caré Alto e Lares. A instabilidade do solo dificultou os trabalhos.

As autoridades orientam moradores e visitantes a não tocar nem mover munições suspeitas, registrar o local com fotos e avisar os responsáveis. Segundo a fonte, artefatos preservados pelo gelo ainda podem explodir se forem manipulados de forma inadequada.