Pular para o conteúdo
Nordeste7
Tamanho do texto
100%
Anuncie

Déficit das estatais federais chega a R$ 8,5 bilhões até setembro

As estatais federais registraram déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o pior resultado para o período na série do Banco Central, iniciada em 2002.

Déficit das estatais federais chega a R$ 8,5 bilhões até setembro

As empresas estatais federais tiveram déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. Segundo a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 2002, esse é o pior resultado para o período. O saldo também supera o recorde anual anterior, de R$ 6,73 bilhões, registrado em 2024.

No mesmo intervalo de 2025, o déficit foi de R$ 6,3 bilhões. O resultado de 2026 ultrapassou ainda o saldo negativo de qualquer ano completo da série. O indicador do BC acompanha a variação da dívida das empresas e não equivale diretamente ao resultado contábil de cada companhia.

A série não inclui Petrobras, Eletrobras nem instituições financeiras públicas. Entre as estatais consideradas estão Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev e Hemobrás. Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e acumulam 15 trimestres consecutivos no vermelho.

No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviado ao Congresso em abril, o governo federal projetou resultados negativos para as estatais até 2030. Em relatório divulgado em julho, a Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado, apontou deterioração da saúde financeira de parte das empresas e riscos para o Tesouro Nacional. A instituição ressaltou que os problemas variam entre as estatais e não têm uma causa única.

Em maio, o governo autorizou os Correios a ampliar sua atuação para os mercados de seguros, títulos de capitalização e telefonia, com serviços oferecidos por meio de parcerias com instituições financeiras. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a empresa executa um plano de reestruturação e reequilíbrio financeiro.