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Dario Durigan indica unificação de benefícios sociais em eventual novo governo Lula

O ministro da Fazenda e articulador econômico da campanha de Lula, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (3) que um eventual novo governo do petista estaria aberto para discutir uma integração de benefícios sociais. “Não tem dificuldade do nosso lado de olhar para…

Dario Durigan indica unificação de benefícios sociais em eventual novo governo Lula

O ministro da Fazenda e articulador econômico da campanha de Lula, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (3) que um eventual novo governo do petista estaria aberto para discutir uma integração de benefícios sociais.

“Não tem dificuldade do nosso lado de olhar para o conjunto total dos benefícios sociais, inclusive o abono (salarial), o seguro-desemprego, o próprio Bolsa (Família), o BPC, a bolsa verde. Olhar pra esse conjunto de benefícios sociais e ver como é possível integrá-los para ter ganho de eficiência”, disse Durigan.

As declarações foram dadas durante entrevista ao SBT News. De acordo com Durigan, o debate poderá passar também por uma revisão de critérios dos programas sociais.

Em outra entrevista, dessa vez para a Record, o ministro da Fazenda comemorou a aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (ReData) e da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) pelo Congresso Nacional, ambos votados nesta semana e remetidos à sanção presidencial.

Segundo ele, o ReData vai garantir também a soberania de dados do Brasil, já que muitas vezes os dados pessoais dos brasileiros “dormem” em data centers sediados em outros países.

“Isso é muito positivo, porque isso projeta oportunidade de futuro para o brasileiro”, defendeu.

Sobre os minerais críticos, ele afirmou que o marco legal se torna importante em meio à discussão de inteligência artificial (IA), que consome muito mineral crítico.

“Então, quando você tem mineral crítico, que é o caso da China, não é o caso dos Estados Unidos, mas é o caso da China, que tem muito mineral crítico, a gente vê o quanto a China pode se desenvolver a partir desse potencial. E nós temos no Brasil, o Brasil tem essa identificação. O que estava faltando no país? Uma linha clara de política para isso”, afirmou.

Fim da escala 6×1

O ministro também classificou como um “ganho civilizacional” o possível fim da escala de trabalho 6×1, em discussão no Congresso. E se disse aberto a dialogar com as empresas a possibilidade de concessão de linhas de créditos subsidiadas durante a transição.

“As empresas que forem afetadas, vão ter uma série de discussões e trabalhos a serem feitos conosco. Vai ter que ter contratação de hora extra? Qual vai ser o impacto na empresa? Vai precisar de suporte em termos de capacitação ou de linha de crédito subsidiada? A gente pode discutir isso com as empresas, de modo que a gente faça essa transição da maneira mais simples e indolor para os empresários brasileiros”, disse Durigan na mesma entrevista.

O ministro sustentou que “a grande maioria” do empresariado brasileiro não terá impactos diretos com a mudança, pois já tem trabalhadores fora do regime 6×1.

“Quando a gente olha quem ainda está nesse regime 6×1, estamos olhando para o trabalhador mais carente. É mulher, é trabalhador negro, é o trabalhador que não se capacitou ou não teve oportunidade de se capacitar, portanto, recebe um salário menor.”

Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 será votada no Senado apenas após as eleições. Havia o desejo do governo de que o projeto fosse votado no plenário do Senado ainda antes do 1º turno. A expectativa agora é que a proposta fique para o período entre o 1º e o 2º turnos.

Com Reuters e Estadão Conteúdo