# Criadores do Ozempic entram em nova disputa pelas canetas contra diabetes e excesso de peso

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- Published: 2026-06-09T20:30:08-03:00
- Author: Felip trends

Um novo fármaco em fase de testes apresentou resultados animadores no controle do
peso corporal em indivíduos com [diabetes](https://nordeste7.com.br/oms-alerta-adultos-devem-comer-400g-desse-alimento-todos-os-dias-para-prevenir-diabetes-e-cancer/)
tipo 2, um público que historicamente enfrenta maior resistência metabólica para
emagrecer. A molécula reduziu a massa corporal dos voluntários em média 14,6% após
um período de 36 semanas. Os dados científicos foram compartilhados publicamente
no congresso da ADA.

Batizada de zenagamtida, a substância, que antes recebia o nome de amicretina, foi
desenvolvida pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, o mesmo criador dos sucessos
comerciais Ozempic e Wegovy. O desempenho chamou a atenção dos especialistas pela
velocidade da ação, permitindo que o composto recebesse aval para avançar rumo aos
testes finais de fase 3.

A relevância do estudo clínico reside no fato de que distúrbios na regulação da 
insulina costumam sabotar os tratamentos tradicionais [contra](https://nordeste7.com.br/hantavirus-existe-uma-vacina-contra-a-doenca/)
a obesidade. Históricos de pesquisas anteriores, como os ensaios da linha STEP, 
já comproavam que pacientes diabéticos perdiam bem menos peso do que indivíduos 
sem a disfunção crônica ao utilizarem a semaglutida convencional.

## Duplo mecanismo hormonal atua diretamente no cérebro para ampliar a saciedade

O grande diferencial da medicação experimental está na sua engenharia molecular,
que combina duas frentes distintas de atuação no organismo em uma única aplicação
semanal. O princípio ativo atua simultaneamente nos receptores do hormônio GLP-1
e nos estimuladores da amilina, uma substância que regula as mensagens de saciedade
enviadas ao sistema nervoso.

Enquanto os remédios já conhecidos no mercado focam majoritariamente na via do GLP-
1 para desacelerar o esvaziamento gástrico, a inclusão da amilina potencializa a
interrupção dos sinais de fome após a ingestão de alimentos. O teste de fase 2 monitorou
um grupo de 262 adultos que já faziam o uso regular e estável do tratamento padrão
com metformina.

Durante o monitoramento, os cientistas dividiram os voluntários entre doses escalonadas
do remédio e aplicações de placebo. Os efeitos colaterais documentados seguiram 
o padrão da categoria, concentrando-se em desconfortos gastrointestinais de intensidade
leve ou moderada, controlados por meio de uma introdução gradativa da dosagem nas
semanas iniciais.

## Indicadores glicêmicos registram melhora expressiva durante os testes clínicos

Além do impacto estético e de saúde na balança, a molécula demonstrou eficácia robusta
no controle do índice glicêmico dos voluntários. O exame de hemoglobina glicada,
que monitora a média do açúcar no sangue a longo prazo, despencou até 1,71 ponto
percentual nas dosagens mais elevadas da substância, contra uma variação quase nula
no grupo de controle.

Outro sucesso terapêutico foi a ampliação do chamado “tempo no alvo”, fazendo com
que as taxas de glicose dos pacientes permanecessem dentro da zona considerada segura
por até 91,4% do dia. Essa estabilidade contínua reduz drasticamente os riscos de
picos inflamatórios e complicações vasculares decorrentes das oscilações severas
de açúcar.

Apesar do otimismo do mercado, a fabricante ressalta que o produto segue como uma
promessa em estágio de investigação laboratorial e não possui liberação para comercialização
imediata. O cronograma oficial do laboratório prevê o início do programa de estudos
de fase 3 para o segundo semestre de 2026.

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