# Copom mantém possibilidade de novo corte da Selic em novembro, avalia economista do Bmg

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- Published: 2026-09-16T20:02:31-03:00
- Author: Felip trends

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 14% para
13,75% ao ano e manteve, segundo Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, 
a possibilidade de realizar um novo corte na reunião de novembro.

Para Serrano, o colegiado repetiu a estratégia de adotar um comunicado mais enxuto.“
Tivemos a mesma mensagem da comunicação passada”, afirmou durante o Giro Especial
do Copom, programa do Money Times no YouTube.

O economista destacou o trecho em que o Copom afirma que a decisão é compatível 
com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte
relevante. Na avaliação dele, a formulação deixa aberta a possibilidade de uma nova
redução ou de manutenção dos juros no próximo encontro.

> “O Copom deixa uma porta aberta para fazer o que for necessário, seja um novo 
> corte nos juros ou não no próximo encontro”, disse Serrano.

O cenário de desaceleração da atividade econômica, segundo o economista, indica 
que a política monetária está produzindo efeito. Após a decisão, o Banco Bmg manteve
a projeção de mais um corte na Selic em novembro e de uma pausa na reunião seguinte.
Nesse cenário, a taxa chegaria a 13,50% ao ano em dezembro deste ano.

## Pausa estratégica

Serrano afirmou que o Copom pode adotar uma “pausa estratégica” nas decisões de 
dezembro deste ano e janeiro de 2027 para avaliar os impactos do El Niño e de um
possível reajuste nos preços dos combustíveis, diante da cotação mais elevada do
barril de petróleo.

De acordo com ele, há uma defasagem superior a 100% no diesel e de 40% na gasolina
em relação aos preços internacionais. Um eventual reajuste poderia aumentar a pressão
sobre a inflação e influenciar a condução da política monetária.

O economista acrescentou que uma piora na inflação de serviços e nas expectativas
poderia levar o Banco Central a interromper o processo de cortes para avaliar o 
cenário.

## Influência do exterior

O Federal Reserve elevou os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%,
e sinalizou uma nova alta até dezembro deste ano. Para Serrano, juros mais altos
nos Estados Unidos podem fortalecer o dólar, reduzir o apetite por mercados emergentes
e pressionar o real, com possíveis efeitos sobre a inflação dos bens industriais.
