Conta de luz mais cara em outubro gera indignação nas redes sociais

Bandeira vermelha patamar 1 segue ativa e impacta famílias em todo o país.

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Mesmo com consumo reduzido, brasileiros têm enfrentado aumento nas contas de energia elétrica nos últimos meses. A principal causa é a bandeira vermelha, que está em vigor desde junho de 2025, alternando entre os patamares 1 e 2 — os mais caros do sistema tarifário nacional.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o mês de outubro mantém a bandeira vermelha no patamar 1, com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. A justificativa é o baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o que exige o acionamento das usinas termelétricas, mais caras e poluentes.

Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a energia elétrica residencial foi o principal destaque do IPCA de setembro, com alta de 10,31%, representando 0,41 ponto percentual do índice total.

Comparativos de contas e reclamações nas redes sociais

Internautas relatam aumento mesmo com consumo igual ou menor

Nas redes sociais, diversos usuários têm compartilhado imagens de suas faturas e demonstrado insatisfação com os valores. O perfil Ivanildo Terceiro, por exemplo, mostrou que seu consumo caiu de 176 kWh em setembro para 172 kWh em outubro, mas o valor subiu de R$ 179,75 para R$ 193,32.

Outro caso é de Antonio Manoel Firmina Cassaca, que manteve o consumo em 90 kWh, mas viu sua conta subir de R$ 79,88 em julho para R$ 100,05 em outubro. Já o usuário ShadeNoah reclamou de um aumento acumulado de 30% nos últimos três anos.

Por outro lado, há relatos de cobranças indevidas. O internauta Nuublah afirmou que recebeu uma fatura alta mesmo com uma kitnet fechada há um ano e disjuntor desligado. “Este mês me cobraram um consumo inexistente. Mandei desligar e retirar o medidor”, escreveu.

Alternativas e busca por soluções

Energia solar ganha destaque como opção de economia

Diante dos aumentos, muitos consumidores têm buscado alternativas. Segundo levantamento da ABINEE e da empresa Descarbonize Soluções, houve crescimento de 22% nas buscas por placas solares nos últimos três meses. A queda de até 60% no custo de exportação dos painéis entre 2023 e 2024 tem tornado o investimento mais acessível.

Além disso, estados como Rio Grande do Sul, Rondônia e Mato Grosso lideram as pesquisas por energia solar, indicando uma tendência nacional de migração para fontes renováveis como forma de reduzir gastos mensais.

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