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Conheça o estudante que entrou com um botijão de gás na sua formatura

Uma cena diferente em uma cerimônia de formatura chamou a atenção de quem estava presente e também de milhares de pessoas nas redes sociais. Um formando decidiu levar para o palco um objeto pouco comum para esse tipo de evento, despertando curiosidade e emoção ao…

Uma cena diferente em uma cerimônia de formatura chamou a atenção de quem estava presente e também de milhares de pessoas nas redes sociais. Um formando decidiu levar para o palco um objeto pouco comum para esse tipo de evento, despertando curiosidade e emoção ao mesmo tempo.

Por trás do gesto havia uma história marcada por esforço diário, trabalho pesado e escolhas difíceis para não abandonar os estudos. O objeto carregado na formatura simbolizava muito mais do que um negócio, mas um caminho inteiro até o diploma.

O significado do botijão levado para a cerimônia

O estudante Hélio Neto concluiu o curso de engenharia civil no Norte do Piauí e decidiu entrar na colação de grau segurando um botijão de gás. A escolha não foi aleatória. O item representava a principal fonte de renda que permitiu a ele continuar pagando a faculdade ao longo dos anos.

Morador da cidade de Brasileira, Hélio conciliou aulas presenciais com diferentes atividades para manter as mensalidades em dia. A venda de gás de cozinha foi o ponto de partida, mas não o único trabalho. Ao longo da graduação, ele também comercializou adubo para plantas e buscou materiais recicláveis em cidades vizinhas, aumentando a renda sempre que possível.

Durante esse período, o dinheiro arrecadado era usado para cobrir parte da mensalidade e outras despesas básicas. O botijão levado à formatura simbolizou exatamente essa fase da vida, marcada por persistência e pela necessidade de criar alternativas para não interromper o curso.

Rotina puxada entre trabalho, viagens e sala de aula

A rotina do estudante era intensa. Todos os dias, ele saía cedo para fazer entregas de gás com o apoio de um tio e, em seguida, seguia para Piripiri, onde assistia às aulas. O trajeto incluía ônibus e longas caminhadas, muitas vezes sob sol forte.

Mesmo cansado, Hélio manteve o compromisso de não faltar às aulas e de aproveitar ao máximo o aprendizado. Ele transformou o desgaste físico em motivação para seguir em frente, acreditando que o esforço teria retorno no futuro.

Além da venda de gás, ele buscava outras formas de complementar a renda, como a coleta e revenda de reciclagem nos fins de semana. Após a formatura, o jovem pretende continuar com o negócio, investir em melhorias e adquirir um veículo para facilitar o transporte dos botijões, mostrando que o diploma é apenas mais uma etapa de um plano maior de crescimento pessoal e profissional.