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Comboio de quatro carros deixou casa de Flávio Bolsonaro na noite anterior à viagem

A Polícia Federal apura informações sobre a saída do senador, que teve os passaportes cancelados após determinação judicial.

Comboio de quatro carros deixou casa de Flávio Bolsonaro na noite anterior à viagem

Um comboio de quatro carros pretos começou a sair da residência do senador Flávio Bolsonaro (PL), no Lago Sul, em Brasília, às 19h42 de segunda-feira (26.out.2026). Na terça-feira (27.out), o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde ele e a família receberiam vistos do governo de Donald Trump, do Partido Republicano.

Os veículos, usados por pessoas ligadas ao senador, seguiram por caminhos diferentes. Não foi possível confirmar se Flávio ou familiares estavam em algum deles. A movimentação dificultou o acompanhamento de jornalistas que estavam no local.

O primeiro carro deixou o imóvel sem ocupantes no banco traseiro, e outros três saíram em sequência. A equipe da GloboNews acompanhou os veículos até a região da Ponte JK, mas relatou que eles se dividiram e seguiram por trajetos distintos.

A saída ocorreu um dia depois de Flávio perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o pleito, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retenção dos passaportes comum e diplomático do senador e o proibiu de deixar o país.

A decisão foi tomada em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador não entregou os documentos à Polícia Federal, que os cancelou. A corporação apura informações sobre a saída do país.

Na madrugada de terça-feira, o jornal argentino Infobae informou que Flávio cruzou a fronteira com a Argentina antes de embarcar em um voo privado para os Estados Unidos. Em entrevista a jornalistas, o coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho (PL-RN), disse que a direção do partido não foi informada sobre eventual viagem. Marinho afirmou ter recebido uma mensagem de Flávio naquela manhã, na qual o aliado disse que iria “dar um tempo”.