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Brasil

Clientes do Will Bank relatam dívidas já pagas ativas no BRB; entenda

Clientes do Master e do Will Bank identificam débitos já quitados registrados em nome do Banco de Brasília no Banco Central.

Clientes do Will Bank relatam dívidas já pagas ativas no BRB; entenda — Brasil
Clientes do Master e do Will Bank identificam débitos já quitados registrados em nome do Banco de Brasília no Banc...

Consumidores do Banco Master e do Will Bank relatam a presença de dívidas já pagas ou serviços finalizados no Sistema de Informações de Créditos (SCR) do Banco Central. Os débitos, que aparecem classificados como ativos ou em atraso, estão vinculados ao Banco de Brasília (BRB). A inconsistência nos dados ocorre após a liquidação extrajudicial das instituições de origem e a transferência de suas carteiras de crédito.

A origem do problema remonta às negociações para a aquisição do Banco Master pelo banco estatal BRB. Durante as tratativas, que não foram concluídas, a carteira de crédito do Will Bank — integrante do conglomerado do Master — foi repassada ao Banco de Brasília. Essa migração técnica fez com que os registros financeiros dos clientes passassem a constar sob a responsabilidade da instituição do Distrito Federal.

Falha na comunicação de pagamentos

O Banco de Brasília admite a existência do problema e aponta falhas no fluxo de informações. A instituição estatal alega que parou de receber os dados referentes ao repasse de pagamentos e à quitação de dívidas por parte das instituições originais.

Segundo o BRB, essa interrupção no recebimento das baixas bancárias aconteceu logo após o decreto de liquidação do Banco Master e do Will Bank. Sem a atualização do sistema, o banco receptor manteve os registros das dívidas como se ainda estivessem pendentes, o que gerou a anotação incorreta no SCR do Banco Central.

Busca por solução e orientação ao cliente

O BRB informa que busca resolver a pendência diretamente com o liquidante nomeado para administrar a massa falida do Master e do Will Bank. O objetivo é restabelecer o fluxo de informações para corrigir o status dos contratos no sistema financeiro nacional e retirar as anotações indevidas dos nomes dos clientes.

Especialistas em direitos do consumidor recomendam cautela e organização documental aos afetados. A principal orientação é guardar todos os comprovantes de pagamento, extratos bancários e comunicações que atestem a quitação dos empréstimos. Além disso, indica-se o registro formal de protocolos de atendimento junto aos canais oficiais das instituições envolvidas para documentar a tentativa de resolução administrativa.