# Clarín relata operação com agentes dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro

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- Published: 2026-10-31T14:50:37-03:00
- Author: Felip trends

A saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos teria envolvido agentes americanos,
carros usados como isca e ao menos três jatos particulares, segundo reportagem do
jornal argentino Clarín. O relato afirma que a família deixou o aeroporto de Puerto
Iguazú por uma entrada discreta, enquanto uma van branca desviava a atenção.

Flávio perdeu o segundo turno da eleição presidencial no domingo (25) e chegou a
Miami na quarta-feira (28). A reportagem sobre a logística da viagem foi publicada
na sexta-feira (30) e assinada por Nicolás Wiñazki.

Imagens registraram a van de vidros escurecidos chegando ao aeroporto quase à meia-
noite de terça-feira (27). A decolagem quase imediata do jato Gulfstream IV, matrícula
LV-JQW, rumo a Miami reforçou a impressão de que a família estava no veículo, diz
o Clarín.

Segundo o jornal, porém, os Bolsonaro teriam chegado uma hora antes, em um carro
conduzido por uma entrada secreta. Agentes dos Estados Unidos teriam organizado 
os movimentos e afastado integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária e funcionários
argentinos da Imigração e da Alfândega. A aeronave só teria recebido autorização
para decolar 40 minutos depois.

## Jatos e veículos como alternativas

O Clarín relata que pelo menos três, talvez quatro, jatos particulares foram contratados.
As aeronaves teriam sobrevoado a região, pousado em Misiones ou ficado posicionadas
como alternativas, inclusive uma no Paraguai. O jornal afirma que jatos chegaram
a voar simultaneamente para os Estados Unidos, dificultando identificar aquele que
transportava a família.

Também teriam sido mobilizadas caminhonetes e carros com placas capazes de evitar
bloqueios no Brasil e na Argentina. A viagem até a fronteira teria começado por 
terra, com cerca de 1,6 mil quilômetros entre Brasília e Foz do Iguaçu. Seis veículos
teriam saído, em sequência, da residência da família.

Segundo a reportagem, o presidente argentino [Javier Milei](https://nordeste7.com.br/justica-argentina-manda-preservar-imagens-da-passagem-de-flavio-bolsonaro/)
teria enviado seu assessor Santiago Caputo a Misiones para garantir o necessário
ao plano. O jornal também afirma que declarações públicas de Donald Trump e Luiz
Inácio Lula da Silva, antes da decolagem, de que os Bolsonaro já haviam fugido fizeram
parte de manobras de distração.

Deputados democratas enviaram perguntas ao secretário de Estado americano, Marco
Rubio, sobre eventual ajuda da Casa Branca e atuação de funcionários dos EUA no 
Brasil, na Argentina ou no Equador, onde o avião teria feito escala. Rubio deve 
responder em novembro. O papel dos governos envolvidos permanece entre as questões
sem resposta, segundo o relato.
