Cidades do Ceará são alvo de operação da Polícia Federal contra caça ilegal

Entre o material encontrado estavam carabinas, espingardas e diversos apetrechos de caça. O caso segue sob apuração.

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Uma operação da Polícia Federal, batizada de “Intercep Raptor”, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (15) em cinco municípios cearenses. O objetivo da ação foi combater a caça ilegal de animais silvestres, maus-tratos e associação criminosa. A operação teve o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Massapê, Viçosa do Ceará, Frecheirinha, Ipueiras e Croatá. Durante as diligências, os agentes encontraram 48 animais silvestres, entre espécimes vivos mantidos em cativeiro, abatidos e empalhados, todos sem autorização do Ibama.

Armas, celulares e materiais de caça também foram apreendidos

Além dos animais, os policiais apreenderam 17 armas, incluindo 12 carabinas de ar comprimido ou pressão e 5 espingardas de fogo com cano longo liso. Também foram recolhidos nove celulares e diversos apetrechos utilizados na atividade de caça.

Entre os materiais apreendidos, havia animais empalhados, usados como isca para atrair presas. A polícia também encontrou armas de precisão, como rifles, em posse dos investigados.

Detalhamento dos animais apreendidos durante a operação

De acordo com a Polícia Federal, os animais apreendidos estavam em diferentes condições e configurações, o que evidencia a prática sistemática dos crimes ambientais nos locais investigados. O balanço divulgado foi o seguinte:

  • 10 animais silvestres vivos em cativeiro sem autorização
  • 32 animais silvestres abatidos ilegalmente
  • 6 animais silvestres em processo de empalhamento

A operação segue com a análise do material apreendido e apuração de responsabilidades criminais.

PF e Ibama reforçam ações contra crimes ambientais no interior do Ceará

A Polícia Federal e o Ibama têm intensificado as fiscalizações e operações conjuntas em regiões com histórico de caça predatória. A operação “Intercep Raptor” visa interromper práticas ilegais e punir os envolvidos conforme a legislação ambiental vigente.

A investigação segue em andamento para identificar a extensão da atividade e o envolvimento de outras pessoas ou grupos. Os responsáveis poderão responder por crime ambiental, maus-tratos e associação criminosa.

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