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Caso Isabelle Caracristi: veja o que a investigação apura

A Polícia Civil mantém em aberto a investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi, em Fortaleza; o namorado está preso preventivamente e é suspeito.

Caso Isabelle Caracristi: veja o que a investigação apura

A investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi, em Fortaleza, segue em aberto. A jovem morreu em 13 de setembro, após cair do rooftop de um prédio no bairro Aldeota. O namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente e é suspeito de violência psicológica e de induzir a universitária ao suicídio. A Polícia Civil afirma que não descartou outras linhas de apuração.

Imagens do condomínio mostram Isabelle chegando ao local e, depois, sozinha em um elevador, com o celular na mão, antes de seguir ao rooftop, no 23º andar. O espaço não tinha câmeras de segurança. Segundo a investigação, a morte foi causada por precipitação voluntária; os exames identificaram lesões compatíveis com impacto contra o solo, sem sinais de violência no corpo. Mais de 700 vídeos estão sendo analisados.

Depoimentos e diligências

Ao menos oito pessoas foram ouvidas. Testemunhas relataram comportamento controlador e restrições à rotina de Isabelle. O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, disse que depoimentos indicam que ela não podia sair sozinha. A corporação busca confirmar as informações e afirma que a apuração continua.

Em depoimento, João disse que foi sozinho a uma missa no dia da morte. Afirmou que recebeu mensagens da namorada, mas só viu o conteúdo depois, e que soube do ocorrido por meio do irmão. Essa versão diverge da apresentada pela mãe de Isabelle, conforme o texto-base.

A Polícia Civil também apura relatos de que João teria ido ao condomínio no dia seguinte, procurado o celular da jovem e que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda. Ele teria proibido a entrada de familiares no imóvel. A polícia descreveu sua postura como não colaborativa.

Celular e tablet da mãe de João foram apreendidos em uma operação no Cumbuco, em Caucaia. A Justiça manteve a prisão preventiva dele após audiência de custódia. A Polícia Civil informou que ainda ouviria testemunhas e analisaria imagens e dados de aparelhos apreendidos.