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Carteiras de criptomoedas para setembro: Bitcoin (BTC) é unanimidade entre especialistas, que também recomendam investimentos temáticos

A recuperação do mercado de criptomoedas observada em agosto colocou o setor novamente no radar dos investidores. Para setembro, as carteiras divulgadas por Marcelo Person, da Foxbit, Felipe Mendes, da Vault Capital, Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin (MB), e Julain Colombo, analista…

Carteiras de criptomoedas para setembro: Bitcoin (BTC) é unanimidade entre especialistas, que também recomendam investimentos temáticos

A recuperação do mercado de criptomoedas observada em agosto colocou o setor novamente no radar dos investidores.

Para setembro, as carteiras divulgadas por Marcelo Person, da Foxbit, Felipe Mendes, da Vault Capital, Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin (MB), e Julain Colombo, analista da Bitso, convergem em uma avaliação: o comportamento dos juros americanos, os fluxos para ETFs de bitcoin (BTC) e os avanços regulatórios nos Estados Unidos tendem a definir o rumo dos ativos digitais nas próximas semanas.

Entre as recomendações, o grande consenso é o bitcoin (BTC), unanimidade entre os analistas.

A principal criptomoeda do mercado é vista como a principal beneficiária do retorno do capital institucional, da ampliação das operações de recompra de títulos pelo Tesouro americano e das crescentes preocupações com a trajetória fiscal dos Estados Unidos.

Ethereum (ETH) e solana (SOL) também aparecem entre os ativos mais lembrados pelas instituições, refletindo a expectativa de que blockchains consolidadas possam capturar parte relevante do fluxo institucional em um ambiente regulatório mais favorável.

Criptomoedas mais recomendadas para setembro

Criptomoeda Nome Número de recomendações
BTC Bitcoin 4
ETH Ethereum 3
SOL Solana 3
HYPE Hyperliquid 2
XRP XRP 1
LINK Chainlink 1
TRX Tron 1
UNI Uniswap 1
AAVE Aave 1
VIRTUAL Virtuals Protocol 1
USDC USD Coin 1
PAXG PAX Gold 1

Bitcoin lidera consenso

Na Foxbit, o bitcoin permanece como a principal referência do mercado, beneficiado pela retomada das entradas nos ETFs à vista e pela expectativa em torno das próximas decisões do Federal Reserve.

A Vault Capital também aposta no ativo como principal exposição ao cenário macroeconômico. Em relatório enviado ao Crypto Times, a casa afirma que a tese do BTC em setembro depende menos de narrativas específicas do setor e mais da continuidade das condições de liquidez globais e da demanda institucional pelos ETFs americanos.

Já a Bitso acrescenta um novo elemento ao debate: a preocupação crescente com a sustentabilidade da dívida pública americana.

A corretora destaca que o fundador da Bridgewater Associates, Ray Dalio, recomendou recentemente menor exposição a títulos de dívida e maior participação em ativos como ouro e bitcoin, reforçando o papel da criptomoeda como potencial instrumento de proteção contra riscos monetários.

Ethereum e solana são criptomoedas favoritas

Ethereum e solana aparecem como as principais apostas entre as altcoins.

A Foxbit destaca o avanço da atualização Glamsterdam no Ethereum e a relevância crescente da rede em segmentos como stablecoins, finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos.

O Mercado Bitcoin reforça que a possível evolução regulatória nos Estados Unidos pode favorecer blockchains consolidadas, enquanto níveis recordes de ETH em staking ajudam a reduzir a oferta disponível no mercado.

No caso da Solana, tanto Foxbit quanto Mercado Bitcoin apontam melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência como fatores de destaque. A Bitso também incluiu o ativo em sua seleção, ressaltando o impacto das atualizações da Agave 4.2 e o fortalecimento do fluxo institucional para a rede.

Hyperliquid divide opiniões

A Hyperliquid (HYPE) aparece nas recomendações da Foxbit e do Mercado Bitcoin. Ambas as instituições enxergam valor no modelo de recompra de tokens financiado pelas receitas geradas pela plataforma de derivativos descentralizados.

A Bitso, por outro lado, adota uma postura mais cautelosa. Segundo a análise, apesar da atividade elevada da rede, há preocupações relacionadas à queda de receitas, enfraquecimento dos fluxos e desbloqueios recorrentes de tokens, fatores que podem limitar o potencial de valorização no curto prazo.

A Vault Capital seguiu por um caminho diferente ao incluir chainlink (LINK) e tron (TRX) em sua carteira.

Para a gestora, a Chainlink se beneficia da expansão do uso institucional de sua infraestrutura de interoperabilidade, enquanto a Tron se destaca pelo crescimento do volume de transações com stablecoins, funcionando como uma aposta mais defensiva dentro do universo cripto.

O Mercado Bitcoin acrescentou ainda Uniswap (UNI), Aave (AAVE) e Virtuals Protocol (VIRTUAL), citando mecanismos de recompra de tokens, crescimento do setor de finanças descentralizadas e oportunidades ligadas à tokenização de agentes de inteligência artificial.

Outras classes de criptomoedas: stablecoins e ouro tokenizado

A Bitso foi a única instituição a incluir ativos não presentes nas demais carteiras. Entre eles está a USD Coin (USDC), cuja tese está ligada ao lançamento da rede Arc pela Circle, previsto para 16 de setembro.

A infraestrutura deverá utilizar a stablecoin como ativo nativo e contar com instituições como BlackRock, Visa, Mastercard, ICE e Standard Chartered entre os validadores fundadores.

Outra recomendação exclusiva é o PAX Gold (PAXG), token lastreado em ouro físico. Segundo a corretora, o aumento das preocupações com dívida soberana e desvalorização monetária pode impulsionar a busca por ativos defensivos tokenizados, em linha com a recente recomendação de alocação em ouro feita por Ray Dalio.