A partir de 2026, proprietários de veículos antigos em todo o Brasil passarão a contar com uma mudança importante no bolso. Uma nova regra estabelece a isenção do IPVA para automóveis com mais de 20 anos de fabricação, independentemente do estado onde estejam registrados.
A medida foi oficializada pela Emenda Constitucional 137, aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada em dezembro de 2025.
A expectativa é que mais de 8 milhões de veículos sejam contemplados com a isenção. Para quem possui carros fabricados até 2006, a nova norma representa um alívio relevante nas despesas anuais e pode fazer diferença direta no orçamento de muitas famílias.
Fim das diferenças entre estados
Antes da mudança, cada estado tinha autonomia para definir suas próprias regras sobre a cobrança do IPVA, o que resultava em critérios bastante desiguais pelo país. Em alguns lugares, veículos antigos já eram isentos; em outros, o imposto continuava sendo cobrado normalmente, mesmo após décadas de uso.
Com a padronização nacional, essa disparidade deixa de existir. Estados como Pernambuco, Minas Gerais, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina, que não concediam isenção ampla, terão de seguir a nova determinação constitucional.
A uniformização é vista por especialistas como um avanço em termos de equilíbrio tributário e previsibilidade para os contribuintes.
Alívio financeiro e impactos no mercado
A isenção tende a reduzir os custos de quem depende de veículos mais antigos para trabalhar ou se locomover no dia a dia, incluindo pequenos empreendedores, prestadores de serviço e usuários de transporte alternativo.
Além disso, a medida pode estimular o mercado de carros usados, ao tornar mais atrativa a compra de modelos antigos sem a cobrança anual do imposto.
Apesar do benefício, é importante destacar que outras obrigações permanecem. O licenciamento anual continua sendo exigido, assim como a quitação de multas e eventuais débitos pendentes.
Gastos com seguro, manutenção e combustível também seguem fazendo parte da rotina dos proprietários.
Na avaliação de especialistas em tributação, a nova regra corrige distorções históricas entre os estados e reforça o princípio da chamada “justiça fiscal”. Para aproveitar plenamente a isenção, no entanto, os motoristas devem ficar atentos às normas e manter a documentação do veículo sempre em dia.