# ‘Cargo não confere privilégio, mas impõe limites’, diz Fachin após relatório da PF sobre Alexandre de Moraes

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- Published: 2026-09-02T11:16:49-03:00
- Author: Felip trends

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse nesta quarta-
feira (2), que o cargo de ministro “**não confere privilégios**, mas impõe deveres,
limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição,
às leis e ao STF”. O breve discurso foi proferido um dia depois da revelação pelo
_Estadão _de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Alexandre
de Moraes.

Fachin prometeu tomar providências – mas não especificou quais nem quando. “Nos 
próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos
institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação,
as medidas que cabíveis e necessárias”, disse.

O presidente também fez um apelo: “Em momentos de especial gravidade, é dever de
todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas 
decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na
instituição”.

Ainda segundo Fachin, “os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional.
Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios
elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza”.

O discurso foi proferido durante a Jornada Ítalo-Hispano-Brasileira de Direito Constitucional,
evento que ocorre no STF. Em nenhum momento Fachin disse o nome de Moraes.

Informações divulgadas pelo _Estadão_ nesta terça-feira (1º) a partir de relatório
da Polícia Federal, indicam que Vorcaro mantinha conversas com o ministro Alexandre
de Moraes. O relator do caso, ministro André Mendonça, retirou o sigilo do documento
horas depois.

Em aparelhos obtidos pela corporação na Operação Compliance Zero, tanto do banqueiro
quanto de pessoas próximas a ele, foram encontradas mensagens do dono do Banco Master
ao magistrando. Nelas, ele pediu auxílio e orientações sobre as investigações relacionadas
à instituição.

Também aparecem conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediadas
por um advogado.
