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Brasil

Câncer do colo do útero pode não apresentar sinais no início

O câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas no início. Vacinação contra HPV e exames preventivos ajudam na prevenção e no diagnóstico precoce.

Câncer do colo do útero pode não apresentar sinais no início

A morte da influenciadora Naty Potira, aos 39 anos, após enfrentar um câncer do colo do útero com metástases, chamou a atenção para a doença. Ela recebeu o diagnóstico em setembro de 2023 e chegou a anunciar remissão, mas exames posteriores identificaram que o câncer havia se espalhado para outras regiões do organismo.

Também chamado de câncer cervical, o tumor começa no colo do útero, parte inferior do órgão que se liga à vagina. Seu desenvolvimento costuma ser lento e, nas fases iniciais, pode ocorrer sem sintomas perceptíveis. Quando aparecem, sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual ou após relações sexuais, secreção diferente do habitual e dor abdominal devem ser avaliados por um profissional de saúde. Eles, por si só, não confirmam a presença de câncer.

Em estágios mais avançados, podem ocorrer alterações urinárias ou intestinais, cansaço, perda de peso e dores persistentes. A infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) está relacionada a aproximadamente 99% dos casos. O vírus é transmitido principalmente por contato sexual e pode permanecer no organismo sem sintomas. Na maioria das pessoas, a infecção desaparece espontaneamente; o risco está associado à permanência de tipos de alto potencial cancerígeno, que podem provocar alterações celulares ao longo dos anos. Os tipos 16 e 18 estão ligados a cerca de 70% dos tumores.

Prevenção e tratamento

A vacinação contra o HPV é uma das principais formas de prevenção. O imunizante está disponível no SUS para crianças e adolescentes e para grupos específicos definidos pelo Ministério da Saúde. O acompanhamento ginecológico e o exame preventivo Papanicolau também podem identificar alterações antes que evoluam para câncer. Segundo o Inca, uma cobertura adequada do rastreamento pode reduzir entre 60% e 90% a incidência da forma invasiva da doença.

O tratamento depende do estágio, do tamanho do tumor e das condições clínicas da paciente. Pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, isoladas ou combinadas. Em caso de metástase, a abordagem busca controlar o avanço da doença, reduzir sintomas e preservar a qualidade de vida, com avaliação individual por equipe especializada.