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Caminhoneiro acolhido no Recife após seis dias no aeroporto suspeita de golpe amoroso

Após seis dias no Aeroporto do Recife, José Maria foi acolhido por uma aposentada na Macaxeira. Sem renda e com sequelas de um AVC, ele suspeita ter sido vítima de golpe amoroso.

Caminhoneiro acolhido no Recife após seis dias no aeroporto suspeita de golpe amoroso

Depois de passar seis dias no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, José Maria de Miranda, de 53 anos, foi acolhido na casa de uma aposentada no bairro da Macaxeira. Natural de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, ele chegou a Pernambuco sem recursos para pagar hospedagem, alimentação ou a passagem de volta e suspeita ter sido vítima de um golpe amoroso.

O caminhoneiro viajou ao Recife com a expectativa de morar com uma mulher que conheceu pela internet e com quem mantinha um relacionamento à distância havia cerca de sete meses. Segundo ele, durante o período de contato, chegou a enviar dinheiro a ela. A mulher havia prometido que os dois viveriam juntos, mas não apareceu para recebê-lo no aeroporto e deixou de atender às ligações.

José contou que, no caminho, ela disse ter sofrido um acidente, mas afirmou não saber se a informação era verdadeira. Diante da falta de contato, passou a suspeitar que poderia ter sido enganado.

Acolhimento na Macaxeira

A aposentada Cilene Maria da Silva, de 62 anos, soube da situação por meio da filha, Érica de Oliveira, e do genro, Diego Silva, que assistiram a uma reportagem sobre o caso. Comovida, ela foi ao aeroporto e ofereceu abrigo ao caminhoneiro em sua casa, no Alto do Burity, na Macaxeira, Zona Norte do Recife.

Durante os seis dias no terminal, José dormiu sentado em um banco e usou as dependências do aeroporto. Funcionários o ajudaram principalmente com alimentação. Em uma ocasião, ele caiu enquanto tomava banho e recebeu atendimento médico.

Sequelas e falta de renda

José já tinha limitações físicas causadas por um AVC sofrido em junho deste ano, enquanto trabalhava como caminhoneiro. Ele transportava três toneladas de placas de MDF quando começou a passar mal e conseguiu encostar o caminhão em um posto para evitar um acidente. Segundo seu relato, um casal o socorreu e o levou a uma unidade de saúde, onde afirma ter esperado dois dias para ser atendido.

Após o AVC, ficou com o lado direito do corpo paralisado. Atualmente, está sem renda e depende do acolhimento na casa de Cilene. A aposentada também relatou dificuldades para fazer reformas básicas na residência e disse que contribuições podem ajudar na manutenção do imóvel e nas necessidades de José. As doações informadas pela família podem ser feitas pela chave Pix [email protected], de titularidade de Érica Maria de Oliveira. Os recursos serão destinados a materiais de construção, itens básicos para a reforma e despesas do caminhoneiro.

Assuntos: golpepassarrenda